PERNAMBUCO — A disputa pelo Governo de Pernambuco aparece tecnicamente empatada entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), segundo a segunda rodada da pesquisa Atlas/Intel. A governadora tem 48,6% das intenções de voto, contra 47,4% do ex-prefeito do Recife. Considerando apenas os votos válidos, os percentuais são de 49,1% e 47,9%, respectivamente.
Na rodada anterior, divulgada no dia 16, a diferença era de 3,1 pontos. Agora, caiu para 1,2 ponto. Lyra oscilou -0,1 ponto percentual, enquanto Campos avançou 1,8%. Ivan Moraes (Psol) aparece em terceiro, com 2,1%, e Renan Hallais (Missão) tem 0,8%. Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO) e Jeremias do Banco (Dem) não pontuaram.
O levantamento ouviu 1.836 eleitores entre os dias 15 e 20 de setembro, por meio de questionário online. O índice de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é PE-02023/2026.
Segundo turno e avaliação do governo
Na simulação de segundo turno, Raquel Lyra tem 49,2% das preferências, ante 48,5% de João Campos. Há 0,9% de eleitores indecisos e 1,3% que declaram voto branco ou nulo. Nos votos válidos, o cenário indica 50,4% para Lyra e 49,6% para Campos. A diferença fica dentro da margem de erro.
A rejeição também é próxima: 34,6% dizem que não votariam em Campos, enquanto 31,3% afirmam o mesmo sobre Lyra. A gestão da governadora é classificada como ótima ou boa por 44% dos entrevistados; 30% a consideram regular, e 27%, ruim ou péssima. A conduta pessoal de Lyra é aprovada por 52% e reprovada por 42%; 6% não souberam responder.
Perfil dos eleitores
Criminalidade e acesso à saúde são os principais problemas apontados, com 53,3% e 46,6% das menções. A qualidade da educação aparece em seguida, com 26,3%. Para enfrentar a criminalidade, 54% consideram Lyra mais confiável, contra 42% que preferem Campos. Na saúde, os percentuais são de 50% e 48%; na educação, há empate em 49% a 49%.
Raquel lidera entre eleitores que se identificam como direita bolsonarista, com 96,9%, entre evangélicos, com 75,2%, e entre homens, com 58%. João Campos tem vantagem entre a esquerda lulista, com 77,2%, entre católicos, com 59,3%, entre mulheres, com 57%, e na faixa de 16 a 24 anos, com 57,8%.
Ivan Moraes obtém seus melhores resultados entre eleitores da esquerda não lulista, com 15,3%, e entre pessoas de 16 a 24 anos, com 6,1%. Renan Hallais tem maior desempenho entre homens de 16 a 24 anos, com 2,8%, e entre eleitores da direita não bolsonarista, com 4,9%.








