PERNAMBUCO — Os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram propostas para ampliar o ensino em tempo integral e enfrentar problemas de infraestrutura, alimentação escolar e valorização dos profissionais da educação. As respostas foram dadas nesta terça-feira (22), durante a série “Uma pergunta para todos”, do NE2.
A pergunta considerou que mais de 60% da rede estadual já funciona em tempo integral, mas enfrenta dificuldades relatadas por diretores e professores. Entre os problemas citados estão a estrutura física das escolas e a oferta de refeições de qualidade.
Propostas para a rede estadual
Camila Falcão (UP) defendeu o investimento de 10% do PIB em educação, a expansão do tempo integral desde o ensino infantil e o pagamento do piso na carreira. Ela também criticou as condições de parte das escolas e a desvalorização dos professores.
Guilherme Fonseca (PSTU) afirmou que o ensino integral deve incluir espaços de convivência, quadras poliesportivas, reformas e merenda de qualidade. O candidato também propôs valorização na carreira e garantia do piso para professores e funcionários.
Ivan Moraes (PSOL) disse que a expansão precisa ser acompanhada de formação e remuneração adequadas para os professores. Entre as medidas citadas estão a criação de estruturas para teatro, cinema, informática e tecnologia, além da realização de concursos e do respeito aos profissionais. Para a alimentação escolar, defendeu maior participação da agricultura familiar e orgânica.
João Campos (PSB) prometeu ampliar a rede desde a primeira infância até o primeiro emprego, com novas creches, escolas em tempo integral e escolas técnicas. Também propôs universalizar o ensino integral e duplicar a rede de ensino técnico, associando a formação às cadeias produtivas.
Raquel Lyra (PSD) afirmou que o programa Juntos pela Educação prevê R$ 5 bilhões e meio em investimentos. A candidata citou a entrega de mais de 250 quadras poliesportivas, a reforma de laboratórios e a compra de equipamentos. Também mencionou a ampliação da agricultura familiar na merenda, a climatização de mais de 600 escolas e o programa “Pix do tênis”, com mais de R$ 70 milhões.
Renan Hallais (Missão) propôs fazer um levantamento de todas as escolas do estado para identificar necessidades e adotar uma política de manutenção preventiva. Ele também defendeu centralizar na Secretaria de Educação as compras das escolas, incluindo a merenda, citando um modelo do Espírito Santo que, segundo ele, gerou economia de 30% do orçamento.
O tempo de fala foi definido pela representatividade dos partidos no Congresso Nacional. Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra tiveram um minuto. Renan Hallais gravou uma entrevista de 40 segundos, enquanto Camila Falcão e Guilherme Fonseca tiveram 30 segundos.








