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Eleição de 2026 terá dois votos para o Senado por estado

Serão 54 vagas em disputa no primeiro turno, e os dois candidatos mais votados em cada unidade serão eleitos.

Eleição de 2026 terá dois votos para o Senado por estado
Foto: Senado

Nas eleições de 2026, cada eleitor brasileiro deverá escolher dois candidatos ao Senado no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Serão disputadas 54 das 81 cadeiras da Casa, e os eleitos terão mandato de oito anos, com início em 2027 e término previsto para 2035.

A renovação ocorre porque cada estado e o Distrito Federal têm três senadores, com mandatos de oito anos. Em uma eleição, é renovado um terço das cadeiras; quatro anos depois, dois terços. Como em 2022 foi escolhido um senador por unidade da Federação, 2026 terá duas vagas em disputa em cada uma delas.

Como funcionam os dois votos

Os votos devem ser dados a candidatos diferentes. Se o eleitor repetir o mesmo número, o primeiro voto será validado e o segundo, anulado. Também não é possível votar apenas na legenda partidária ou em uma candidatura registrada em outro estado. A escolha deve considerar os candidatos da unidade da Federação onde o eleitor tem domicílio eleitoral.

As duas vagas são independentes. Não haverá segundo turno para o Senado: serão eleitos, no primeiro turno e pelo sistema majoritário, os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal.

Cada candidatura é formada por um titular e dois suplentes. Ao digitar o número, a urna apresenta o nome e a fotografia do titular, além dos nomes e imagens dos suplentes. O eleitor não vota separadamente neles, mas eles podem assumir o mandato nas situações previstas na legislação.

Peso da escolha

O Senado participa da análise de projetos aprovados pela Câmara dos Deputados e pode aprovar, modificar ou rejeitar propostas antes do envio para sanção presidencial ou promulgação, nos casos previstos no processo legislativo.

A tramitação do projeto que prevê o fim da escala 6×1 é um exemplo citado no debate. A proposta está parada no Senado, enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressiona a presidência da Casa para que o texto avance e seja votado.

Os 54 senadores eleitos em 2026 se juntarão aos 27 cujos mandatos não estarão em disputa. Para o cientista político Paulo Roberto de Souza, o resultado pode alterar a composição partidária do Senado e ampliar a presença de legendas com posições ideológicas mais marcadas. Ele citou a possibilidade de crescimento do PL e de mudanças nas bancadas do Centrão e do PSD, mas ressaltou que se trata de uma projeção, não do resultado das urnas.

Influência das disputas para presidente e governador

Souza afirmou que a escolha para o Senado costuma ser influenciada pelas disputas presidenciais e estaduais. Em São Paulo, ele citou as eleições entre 2010 e 2022. Em 2010, Marta Suplicy e Netinho de Paula apareciam entre os principais nomes, mas Aloysio Nunes terminou como o candidato mais votado, seguido por Marta.

O cientista político também afirmou que uma parcela do eleitorado não repete no segundo voto a escolha feita no primeiro. “Há uma abstenção entre o primeiro e o segundo voto na casa dos 40%”, disse.

Essa dinâmica permite que o eleitor escolha candidatos de partidos diferentes ou nomes que não estejam associados à mesma chapa ou projeto político. Souza também citou uma pesquisa segundo a qual 76% dos brasileiros se sentem desmotivados com o processo eleitoral.

Ordem na urna

A votação para o Senado será a terceira e a quarta etapas na urna eletrônica, depois dos votos para deputado federal e deputado estadual. Em seguida, o eleitor votará para governador e presidente da República.

A sequência será:

  • escolher o primeiro candidato ao Senado e digitar os três números;
  • conferir o nome e a fotografia na tela;
  • confirmar o voto;
  • escolher um segundo candidato diferente;
  • digitar novamente os três números;
  • conferir os dados e confirmar.

O eleitor pode levar uma anotação em papel com os números das candidaturas. O celular não pode ser levado para a cabine de votação. A orientação é pesquisar antes da eleição as propostas, trajetórias e os suplentes dos candidatos e chegar à seção eleitoral com os dois números definidos.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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