A Polícia Federal marcou para 15 de setembro o depoimento de Daniel Vorcaro sobre suspeitas envolvendo o Banco Master e fraudes em operações com o Banco de Brasília (BRB). A defesa deve solicitar um novo adiamento, sob a justificativa de que os advogados ainda não tiveram acesso completo aos documentos necessários.
A oitiva estava prevista para o final de agosto, mas foi remarcada após pedido dos representantes do banqueiro. A data definida agora coincide com uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisará se Alexandre de Moraes será investigado por troca de mensagens com Vorcaro. Há articulações na Corte para transferir o encontro e permitir a análise do material divulgado entre quinta e sexta-feira, 11.
Investigação sobre o Banco Master
Vorcaro foi preso em novembro do ano passado quando tentava deixar o país. A investigação apura a emissão de títulos de crédito falsos para instituições financeiras. Na mesma data, o Banco Central liquidou o Banco Master.
Desde a prisão, outras apurações passaram a apontar uma rede envolvendo políticos de vários partidos e integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo. Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes também aparecem entre os relacionamentos do banqueiro.
Entre os pontos investigados estão pedidos de Vorcaro para que Moraes atuasse junto ao delegado Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de interromper apurações sobre negócios fraudulentos do Master. Também são citados um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro, conversas sobre uma possível saída do banqueiro do país antes da prisão, cobranças ligadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes e a liberação de cartões de crédito de R$ 300 mil para os filhos do ministro.








