FORTALEZA — Delegado Huggo (Missão) e Vera Lúcia (Novo) participaram, nesta segunda-feira (28), de um debate entre candidatos ao governo do Ceará. Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) não compareceram ao encontro. Os dois estavam em empate técnico na liderança da disputa, conforme a última pesquisa Quaest, e desistiram da participação no mesmo dia.
Promovido pelo Grupo Cidade de Comunicação, o debate teve mediação da jornalista Bianca Saraiva. Vera Lúcia foi convidada pela organização, enquanto Huggo participou após obter uma decisão judicial. A ausência dos dois candidatos foi comentada antes do início do confronto.
Ciro atribuiu sua decisão a mudanças nas regras. “O acordo assinado em agosto entre as assessorias foi desfeito pela TV Cidade e novas regras foram criadas sem o consentimento de todos”, afirmou. Elmano disse que não iria ao debate depois da ausência de Ciro, que classificou como fuga, e afirmou que deixaria espaço para Vera apresentar suas propostas.
Segurança e gestão pública
A dinâmica permitiu que os candidatos escolhessem os temas das perguntas. Combate à corrupção e enfrentamento das facções criminosas foram os assuntos mais recorrentes, em meio a críticas à administração de Elmano de Freitas.
O encontro foi dividido em quatro blocos. Nos três primeiros, cada participante tinha 1 minuto para perguntar, 2 minutos para responder, 1m45 de réplica e 1 minuto de tréplica. No encerramento, os candidatos tiveram 2 minutos para as considerações finais.
Vera questionou Huggo sobre as facções. O candidato do Missão defendeu ações de repressão e mencionou a lei antifacção aprovada pelo Congresso Nacional. Em outro momento, afirmou ter atuado contra crimes envolvendo crianças e adolescentes quando foi delegado em Quixeramobim e Caucaia.
Huggo perguntou a Vera sobre medidas fiscais e administrativas. Ela defendeu um Estado mais enxuto e criticou despesas superiores à arrecadação. Ao tratar de equipamentos públicos voltados à cultura e ao esporte, Vera afirmou que a manutenção deve ser planejada com participação dos setores público e privado.
Corrupção, saúde e educação
No segundo bloco, os candidatos discutiram corrupção e educação pública. Vera declarou que o problema estaria espalhado por diferentes áreas do governo e disse que o Partido Novo não tem integrantes envolvidos em escândalos. Huggo acusou a gestão estadual de corrupção e desvio de verba pública, além de citar Bebeto do Choró.
Ao falar sobre saúde, Huggo afirmou que o problema seria de gestão e mencionou desvios de recursos por meio de cooperativas. Também disse que contratos considerados fraudulentos haviam sido alvo de denúncias e que o governador teria sido intimado a cancelá-los.
Na etapa dedicada à segurança, Vera citou um projeto elaborado pelo General Theophilo. Segundo ela, a proposta não teria resultado imediato. Huggo, por sua vez, relatou ações realizadas durante sua atuação como delegado contra desaparecimentos, violência sexual e maus-tratos.
Nas considerações finais, Vera falou sobre sua trajetória, defendeu trabalho, coragem, emprego e renda e afirmou que pretende governar para todos. Ela também declarou ser a única mulher nordestina do Novo a disputar um cargo de governo estadual e informou seu número eleitoral, 30.
Huggo encerrou com uma mensagem dirigida aos eleitores e pediu votos para candidatos do Missão. Ele citou sua esposa, Marcela Rodrigues, criticou as facções, os serviços de saúde e a educação no Ceará e defendeu oportunidades de emprego e renda sem dependência de auxílios governamentais. Também pediu voto 14 no dia 4 de outubro.








