Os candidatos ao Senado por São Paulo André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) defenderam o avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Os dois participaram de um debate com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), nesta quarta-feira, 23.
Questionado sobre a votação para a presidência do Senado e sobre o apoio à pauta de impeachment, André do Prado afirmou que não votará em Alcolumbre. O candidato disse que o senador não teria condições de continuar no comando da Casa e defendeu que os pedidos pendentes sejam analisados.
Guilherme Derrite também declarou que não apoiaria a recondução de Alcolumbre. Ele citou a existência de 109 pedidos de impeachment de ministros do Supremo que, segundo sua avaliação, estão parados no Senado. O candidato defendeu que a pauta avance no Legislativo.
Questionamento sobre ex-comandante da PM
Durante o debate, Derrite foi questionado sobre uma possível falha no processo de indicação de José Augusto Coutinho, ex-comandante da Polícia Militar. Coutinho é acusado de omissão em uma investigação envolvendo policiais que teriam sido corrompidos pelo PCC. A indicação ocorreu quando Derrite era secretário de Segurança Pública.
Derrite afirmou que o caso ocorreu antes de sua gestão na secretaria. Segundo ele, a eventual omissão atribuída ao coronel aconteceu em 2020, quando ocupava o cargo de deputado federal, em seu primeiro mandato. O candidato disse ainda que o caso veio à tona depois de sua saída da Secretaria de Segurança Pública e defendeu punição para desvios de conduta de policiais.
Além de André do Prado e Guilherme Derrite, participaram do debate Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Ricardo Salles (Novo), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania).








