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Debate ao Senado em São Paulo tem ataques entre Salles e Prado e aliança entre Marina e Tebet

Candidatos discutiram impeachment no STF, maioridade penal, segurança pública e estratégias para as duas vagas ao Senado por São Paulo.

Debate ao Senado em São Paulo tem ataques entre Salles e Prado e aliança entre Marina e Tebet

Ricardo Salles (Novo) atacou a trajetória política de André do Prado (PL) durante o debate entre candidatos ao Senado por São Paulo. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), por outro lado, atuaram em conjunto na defesa do fim da escala 6x1, uma das bandeiras da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Salles acusou Prado de já ter apoiado nomes do PT, como Dilma Rousseff e Alexandre Padilha. Prado negou e afirmou que sempre esteve contra o partido. Ele disse que integrou, a partir de 2010, a base de apoio ao então governador Geraldo Alckmin (PSB) na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O candidato do PL também afirmou que Salles foi secretário de Alckmin em duas ocasiões e acabou demitido pelo governador. Prado citou ainda processos contra o adversário, incluindo um relacionado a contrabando internacional de madeira e uma operação da Polícia Federal na casa de Salles.

A disputa entre os candidatos está ligada à eleição de duas vagas. Marina e Tebet formaram uma dobradinha à esquerda. Na direita, Guilherme Derrite (PP) e Prado são apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Salles tentou romper essa composição.

Impeachment de ministros do STF

A discussão sobre o Supremo Tribunal Federal apareceu a partir do segundo bloco. O presidente do Senado pode abrir processos de impeachment contra ministros da Corte, que precisam ser votados pelos senadores.

Salles foi o único a declarar apoio ao impeachment de ministros, mencionando Alexandre de Moraes. Ao ser questionado, afirmou: “Se houver processo e eu tiver de votar, é sim”. Prado disse que é necessário ter coragem para discutir o tema e admitiu a possibilidade de votar pelo impeachment em caso de crime de responsabilidade, mas não antecipou sua posição.

Marina afirmou que ministro que cometer crime de responsabilidade pode e deve ser cassado. Soninha Francine (Cidadania) defendeu que o caso envolvendo o banco Master não termine sem responsabilização e apoiou propostas como mandato e idade mínima para ministros do STF. Também pediu regras mais rígidas para presentes, conflitos de interesse e uso de jatinhos.

Simone Tebet disse que é preciso combater a corrupção com rigor e afirmou que abuso de poder deve ser punido independentemente dos envolvidos. A discussão ganhou força depois que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicaram um pedido de ajuda a Moraes para conter o avanço das investigações sobre o Master.

Segurança e maioridade penal

Derrite e Salles se uniram para criticar a gestão do PT na segurança pública. Derrite afirmou que Marina votou contra a redução da maioridade penal na Câmara dos Deputados e que Tebet também já se posicionou contra a medida.

Marina disse que adolescentes não devem ser tratados como bandidos. Tebet afirmou que admite a redução para 16 anos em crimes graves, como latrocínio, homicídio doloso em reincidência e estupro.

Tebet também acusou Derrite de ter indicado um comandante-geral da Polícia Militar suspeito de envolvimento com o crime organizado. A acusação se baseou em depoimento sigiloso do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que apontou suspeita de omissão do coronel José Augusto Coutinho em um caso de corrupção de policiais pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Derrite respondeu que, no momento da nomeação, não havia indício de envolvimento nem falta disciplinar contra o coronel e defendeu a continuidade das investigações.

Pesquisa de intenção de voto

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira, 8, mostrou Marina Silva e Guilherme Derrite com 14% das intenções de voto. Os dois aparecem tecnicamente empatados com Simone Tebet, que registrou 12%.

Os percentuais consideram os votos totais, somando o primeiro e o segundo voto. André do Prado teve 7%, e Ricardo Salles, 3%.

Geraldo Rufino (Podemos), Soninha Francine, Maíra de Souza (UP), Dra. Eliana Ferreira (PSTU) e Guto Schiavetto (Missão) marcaram 1% cada. Indecisos somaram 26%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar chegaram a 19%.

Geraldo Rufino e Soninha ficaram mais isolados no debate. Eles escolheram um ao outro nas duas oportunidades em que puderam fazer perguntas. Rufino destacou emprego e renda como sua principal bandeira, enquanto Soninha defendeu medidas nas áreas de trabalho, educação e saúde, além da ampliação do ensino técnico e da atenção à saúde mental.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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