Osasco, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Osasco 13°C 13° / 21° Mega-Sena 3061: 24 · 25 · 28 · 37 · 47 · 55
A economia que move o interior
Política

Campinas cria data para discutir medicalização de crianças na educação

Projeto aprovado pela Câmara prevê debate anual sobre o uso de metilfenidato, conhecido como ritalina, em crianças com TDAH.

A Câmara Municipal aprovou, anteontem (9), o projeto que cria o Dia Municipal de Luta contra a Medicalização da Educação e da Sociedade. A data será celebrada em 11 de novembro e o texto segue para sanção do prefeito Jonas Donizette (PSB).

A proposta é de autoria do vereador Pedro Tourinho (PT) e prevê discussões principalmente sobre o uso de ritalina, medicamento associado ao tratamento de crianças com TDAH (Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Críticas ao uso do medicamento

A pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, disse que não indica o metilfenidato para crianças. Para ela, os possíveis custos do tratamento podem superar os benefícios. “Não indico metilfenidato para as crianças”, afirmou.

A médica citou reações adversas que podem atingir o sistema nervoso central, como insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos e alucinações. Também mencionou a possibilidade de dependência química e crise de abstinência. Segundo Moysés, esses registros constam em dados do Food and Drug Administration (FDA), a partir de relatos espontâneos feitos por médicos.

Entre outros efeitos apontados estão cefaleia, tontura, hipertensão, taquicardia, arritmia e parada cardíaca. A pediatra também citou boca seca, falta de apetite e dor no estômago, além de alterações na secreção de hormônios sexuais e redução do hormônio de crescimento.

Moysés afirmou que pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá indicam a orientação de pais e familiares como alternativa. “orientação familiar tem alta evidência de bons resultados, e o medicamento tem baixa evidência”, declarou.

A médica classificou o uso da medicação em crianças como uma espécie de “genocídio do futuro”.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5