O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, criticou nesta terça-feira, 22, a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o combate à corrupção. Lula afirmou que a atuação contra o crime continuará implacável e que ninguém está acima da lei.
Caiado cobrou explicações sobre investigações que envolvem integrantes do Governo Federal. Em uma publicação, afirmou: "Ouvi o Lula dizer na ONU que o combate à corrupção será implacável e que ninguém está acima da lei. Só faltou explicar por que até hoje ninguém pagou pelo escândalo dos aposentados".
O caso citado pelo candidato é investigado pela Polícia Federal e envolve descontos de mensalidades associativas sem autorização em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conforme a PF, o esquema pode ter provocado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Caiado também mencionou Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e Roberta Luchsinger. Os dois são investigados pela PF em apurações sobre suspeita de tráfico de influência para beneficiar empresas em órgãos federais. Até o momento, não foi apontado se houve contratos firmados com o poder público.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi outro nome citado. Documento da PF divulgado após a quebra do sigilo de investigações ligadas ao Banco Master registrou suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o senador e executivos da instituição.
Caiado ainda questionou um suposto encontro secreto entre Lula e Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. O banqueiro esteve no local ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024, em compromissos fora da agenda pública. O governo declarou que, em três dessas ocasiões, ele não foi recebido pelo presidente nem por ministros.
"Discurso em Nova York é fácil, o difícil é devolver o dinheiro do povo e punir os culpados. Esse modus operandi do PT nunca muda!", concluiu Caiado.









