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Ato no DF leva cartas sobre água e território a candidaturas de 2026

Organizações entregaram propostas sobre nascentes, Cerrado, regularização fundiária e adaptação climática durante encontro em Brasília.

Ato no DF leva cartas sobre água e território a candidaturas de 2026

A Rede Ecumênica da Água apresentou sete compromissos para as candidaturas que disputam as eleições de 2026 no Distrito Federal. A lista inclui proteção de nascentes e bacias hidrográficas, acesso à água e ao saneamento, combate à poluição, enfrentamento das mudanças climáticas, participação social e previsão de recursos no orçamento.

As propostas foram apresentadas no 2º Ato Político em Defesa das Águas, do Clima e do Meio Ambiente, realizado neste sábado (19), na Igreja Anglicana de Brasília, na Asa Sul. O encontro foi organizado pelo Fórum de Defesa das Águas, do Clima e do Meio Ambiente do Distrito Federal e integrou a campanha “Voto pela Vida, pelo Cerrado e pelas Águas”.

Serrinha no centro das reivindicações

A preservação da Serrinha do Paranoá foi um dos principais temas do ato. A região reúne nascentes, áreas de recarga de aquíferos e vegetação nativa, além de estar envolvida em discussões sobre ocupação territorial e regularização fundiária.

Poema Mühlenberg, fundadora e coordenadora do Galpão Bambu, representou a Associação Serrinha do Paranoá, que reúne comunidades dos nove córregos da área. Ela entregou uma carta às candidaturas e defendeu que a regularização fundiária venha acompanhada da proteção ambiental.

A pauta também incluiu Águas Emendadas, a bacia do Descoberto, a região do Rio Melchior e a Chapada da Contagem. Segundo Lúcia Mendes, diretora da Associação Preserva Serrinha e coordenadora do fórum, essas áreas são estratégicas para a segurança hídrica do Distrito Federal.

“Quando destruímos a Serrinha, não estamos apenas destruindo árvores. Estamos destruindo água, reduzindo nossa capacidade de enfrentar a seca, o calor e os extremos climáticos”, afirmou Lúcia.

As organizações relacionaram a preservação ambiental à preparação da capital para eventos climáticos extremos, ao planejamento urbano e ao combate à especulação imobiliária. Também foram apresentadas reivindicações sobre áreas produtoras de água, permeabilidade do solo e proteção das áreas de recarga.

Participação de candidaturas

Todas as candidaturas do Distrito Federal foram convidadas. Entre os presentes estavam os deputados distritais Gabriel Magno (PT) e Fábio Félix (Psol), a deputada distrital e candidata ao governo do DF Paula Belmonte (PSDB), o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), Sofia Carvalho, candidata a vice na chapa de Ricardo Cappelli (PSB), e Dora Gomes, candidata a vice na chapa de Leandro Grass (PT).

Também participaram suplentes de candidaturas ao Senado, entre eles representantes das campanhas de Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT). Paula Belmonte foi a única candidata ao Executivo presente na atividade.

A deputada citou a CPI do Rio Melchior, realizada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, e defendeu mudanças na classificação dos cursos d’água. Fábio Félix mencionou mobilizações ambientais no Distrito Federal e atribuiu a resultados em disputas territoriais à atuação coletiva dos movimentos.

Cobrança por políticas permanentes

Pedro Ivo, da Associação Alternativa Terrazul, apresentou um documento elaborado por organizações da sociedade civil e relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ele defendeu que a pauta ambiental seja incorporada a políticas de Estado, e não fique restrita aos programas eleitorais.

Salete Aquino, representante da Rede Ecumênica da Água, afirmou: “A água é um direito, não uma mercadoria, e isso precisa ser um compromisso dos candidatos.”

Durante parte das apresentações, candidatos e parlamentares permaneceram do lado de fora do espaço principal, distribuindo panfletos e realizando atividades de campanha. Para Lúcia Mendes, os compromissos precisam incluir metas, orçamento, fiscalização e cronograma.

O ato ocorreu três dias depois de um temporal atingir o Distrito Federal. Conforme levantamento da Defesa Civil, 117 pessoas foram afetadas, 56 residências ficaram destelhadas e 15 imóveis foram interditados. Para o Fórum de Defesa das Águas, do Clima e do Meio Ambiente do Distrito Federal, o episódio reforça a necessidade de discutir adaptação climática e preservação ambiental durante as eleições.

A carta apresentada no encontro recebeu apoio de organizações, movimentos, associações, fóruns, sindicatos e instituições ligadas à pauta socioambiental do Distrito Federal, entre elas a Associação Preserva Serrinha, a Associação Alternativa Terrazul, a Associação de Produtores do Núcleo Rural Lago Oeste, a Cooperativa dos Produtores do Mercado Orgânico de Brasília, o Instituto Cerrados, o Movimento Salve o Rio Melchior, o Movimento Vida e Água para ARIS, a Rede Ecumênica da Água, o Sindicato dos Trabalhadores em Sistemas de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Distrito Federal e a União Planetária.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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