A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o Banco de Brasília (BRB) deve deixar de enfrentar dificuldades após as eleições. Em sabatina realizada nesta sexta-feira (18), ela atribuiu os obstáculos para reforçar financeiramente a instituição à disputa política em torno do banco.
“Eu não tenho dúvida que passando a eleição, eu garanto para vocês aqui, numa conversa muito franca, muito aberta, passando a eleição, o BRB não terá mais problemas”, disse Celina.
A governadora foi questionada sobre a dificuldade para obter recursos no mercado para a operação. Segundo ela, o Governo do Distrito Federal dispõe de alternativas se o plano atualmente negociado não for concluído, mas não pretende apresentar essas opções antes de esgotar a proposta principal.
Celina também defendeu as garantias oferecidas pelo Distrito Federal. Ela citou recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de afirmar que as instituições financeiras envolvidas seriam remuneradas pela operação.
“Eles não vão me emprestar de graça. É uma operação sólida”, afirmou. A governadora também declarou que a possibilidade de inadimplência é zero.
Limite de R$ 6,6 bilhões
Uma lei aprovada em março autorizou o Distrito Federal a adotar medidas de reforço patrimonial e de liquidez do BRB, inclusive com operações de crédito junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou a instituições financeiras, até o limite de R$ 6,6 bilhões.
Em junho, outra lei distrital ratificou um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal para viabilizar uma operação de crédito destinada exclusivamente ao aporte de capital no banco. O modelo permite contratar fiança com instituições públicas ou privadas e vincular recursos do FPE e do FPM como contragarantias.
As negociações ainda tinham entraves em setembro. Em agosto, representantes do Distrito Federal, da União, do Banco Central, do FGC e de instituições financeiras avaliaram que seria necessário ampliar o prazo para buscar uma solução. Em 11 de setembro, o ministro Luiz Fux determinou que União, Banco Central e FGC se manifestassem em 15 dias.
A situação financeira do BRB está ligada a negociações e operações com o Banco Master que causaram prejuízo bilionário à instituição, conforme informações divulgadas pelo Supremo Tribunal Federal. O reforço negociado pelo governo distrital faz parte das medidas para recompor o patrimônio e a liquidez do banco.








