José Roberto Arruda afirmou que continuará em campanha para o Governo do Distrito Federal mesmo depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) rejeitar, por unanimidade, o registro de sua candidatura. A decisão foi tomada em julgamento realizado nesta quinta-feira (3), e ainda poderá ser contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em vídeo divulgado após a sessão, o ex-governador disse que respeita o resultado, mas pretende recorrer. “Essa luta não terminou. Vamos recorrer ao TSE e minha campanha continua firme nas ruas, ao lado da população”, declarou.
A decisão eleitoral reconheceu a inelegibilidade de Arruda por condenações por improbidade administrativa ligadas à Operação Caixa de Pandora. O relator, desembargador Guilherme Pupe, considerou que o período de inelegibilidade deve começar na segunda condenação colegiada, ocorrida em 2018.
Argumento da defesa
O advogado Francisco Emerenciano defende que a contagem seja feita a partir da condenação de 2014. Nessa interpretação, Arruda estaria apto a disputar as eleições deste ano. A defesa também afirma que a Lei Complementar nº 219/2025 mudou as regras sobre o período de inelegibilidade.
Ao comentar a decisão, Arruda mencionou a legislação aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tenho confiança na Justiça e sei que ela vai fazer valer o que diz a legislação, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, que me deixa elegível”, afirmou.
Mesmo com o registro negado na primeira instância eleitoral, o ex-governador pode realizar atos de campanha durante a tramitação dos recursos. A situação da candidatura será definida após a análise das contestações.
Críticas à gestão do Distrito Federal
No mesmo pronunciamento, Arruda criticou a atual administração do Distrito Federal. Ele afirmou que Brasília enfrenta dificuldades em saúde, segurança e transporte. Também mencionou a crise do BRB com Master e falou em um rombo de 16 bilhões.
O ex-governador disse que pretende manter a candidatura enquanto houver possibilidade jurídica de participar da disputa. Para ele, a população do Distrito Federal deve escolher o próximo governo pelo voto.









