Sapezal, em Mato Grosso, assumiu a liderança nacional em valor da produção agrícola municipal, com R$ 8,6 bilhões gerados em 2025. O resultado representa alta de 46,6% sobre o ano anterior, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17).
Sorriso, também em Mato Grosso, havia ocupado a primeira posição entre 2019 e 2024, mas terminou 2025 em terceiro lugar, com R$ 8,1 bilhões e crescimento de 13,8% sobre 2024. São Desidério, na Bahia, ficou em segundo, com R$ 8,2 bilhões, aumento de 23,8% na comparação com o ano anterior.
Produção de Sapezal
A expansão de Sapezal foi puxada pelo algodão, pela soja e pelo milho. O algodão herbáceo gerou aproximadamente R$ 5,1 bilhões no município em 2025. A soja respondeu por R$ 2,8 bilhões, enquanto o milho alcançou R$ 656,9 milhões.
Na comparação com 2024, a produção de soja cresceu 51,4% e a de milho avançou 58,1%. O feijão também teve destaque: a área colhida aumentou 43,5%, e o valor gerado chegou a R$ 13,8 milhões.
De acordo com Henrique Noronha, pesquisador do IBGE, Sorriso perdeu área em 2025 após a criação de Boa Esperança do Norte. O novo município foi formado com 20% do território de Sorriso e 80% da área de Nova Ubiratã. “E Sorriso teve perda de área”, disse Noronha.
Com a divisão territorial, parte da produção que antes era contabilizada apenas em Sorriso passou a ser atribuída ao novo município. A área plantada de Sorriso caiu 9,3% em 2025 ante o ano anterior. As maiores retrações ocorreram no algodão, de 19,7%; no milho, de 10,0%; na soja, de 8,3%; e no feijão, de 16%.
Mato Grosso no ranking estadual
Entre as grandes regiões, o Centro-Oeste liderou o valor da produção agrícola brasileira em 2025, com R$ 288 bilhões. O Sudeste somou R$ 271 bilhões; o Sul, R$ 181,1 bilhões; o Nordeste, R$ 113,7 bilhões; e o Norte, R$ 73,4 bilhões.
Mato Grosso representou 17,9% do valor nacional e gerou R$ 165,97 bilhões, alta de 37,1% sobre 2024. O IBGE relacionou o resultado ao aumento da demanda por culturas produzidas no estado. A procura chinesa pela soja brasileira cresceu durante a “guerra tarifária” entre Estados Unidos e China. Também houve maior demanda brasileira por milho, impulsionada pela fabricação de ração animal e pelo uso do cereal na produção de etanol.








