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Produtores planejam cortar gastos e buscar insumos mais baratos

Pesquisa da McKinsey mostra menor disposição para investir, maior procura por genéricos e avanço da inteligência artificial no campo.

Produtores planejam cortar gastos e buscar insumos mais baratos

Produtores rurais de diversos países planejam reduzir os investimentos nos próximos 12 a 18 meses e buscar insumos mais baratos. O levantamento da consultoria McKinsey foi divulgado nesta terça-feira (8/9), em um cenário de custos maiores para equipamentos, insumos e mão de obra, além da possibilidade de queda nos preços das commodities.

A pesquisa ouviu 5,5 mil agricultores entre abril e julho, em dez países: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Espanha, Brasil, Argentina, Peru, China e Índia. Na maioria dos mercados, a parcela de produtores que pretende diminuir os gastos supera a dos que planejam ampliá-los. Argentina, Canadá, Índia e Brasil aparecem entre os países com maior intenção de corte. A França foi a única onde prevaleceu o plano de elevar os investimentos.

Pela primeira vez desde o início da pesquisa, em 2020, mais de 35% dos entrevistados indicaram os fertilizantes como o principal item a ser reduzido em caso de compressão das margens. O percentual chegou a 36%. Máquinas agrícolas foram citadas por 16% e fungicidas, por 15%.

A maioria dos produtores, com exceção dos que trabalham com commodities agrícolas na Ásia, fora da China, também demonstrou intenção de trocar defensivos de marca por produtos genéricos nos próximos dois anos. O movimento foi indicado por 36% dos entrevistados na América do Norte, 30% na Europa, 33% na América Latina e 35% na China.

Riscos e tecnologia

A McKinsey relaciona o ambiente de maior instabilidade ao conflito no Estreito de Ormuz, às mudanças nas dinâmicas de comércio e ao aumento dos preços de fertilizantes e da energia. A consultoria também aponta incertezas sobre políticas locais, condições climáticas imprevisíveis e escassez de mão de obra como fatores que dificultam as decisões nas propriedades.

Na América Latina, 58% dos agricultores apontaram os riscos climáticos como a principal ameaça à obtenção de lucro nos próximos dois anos. Para a região, o relatório menciona a expectativa de um El Niño muito forte, com possibilidade de secas, calor, incêndios florestais e chuvas extremas. Nas demais regiões, o maior risco é o aumento dos custos dos insumos: 53% na Ásia, 58% na Europa e 66% na América do Norte.

A inteligência artificial generativa já é usada por 17% dos agricultores consultados. A América Latina lidera esse uso, com 26% dos produtores, dos quais 7% utilizam ferramentas pagas. O levantamento também registra crescimento na adoção de produtos biológicos, com as maiores taxas na América Latina, liderada pelo Peru.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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