O dólar à vista encerrou a quarta-feira (23) em alta de 1,27%, a R$ 5,1689. Foi o maior valor de fechamento desde 31 de agosto, quando a cotação terminou em R$ 5,1814. No ano, a moeda acumula queda de 5,83%.
A alta refletiu o fortalecimento do dólar no exterior e a divulgação de uma pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a disputa presidencial. No segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com 47,7% das intenções de voto, ante 47,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com margem de erro de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.
O levantamento, porém, recolocou Lula numericamente à frente. Na pesquisa anterior, o presidente tinha 46,8%, enquanto Flávio registrava 47,2%.
No mercado futuro, o contrato para outubro, o mais negociado na B3, subia 1,20% às 17h04, cotado a R$ 5,1715. Durante a sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de R$ 5,1214, com alta de 0,34%, às 10h30, e chegou à máxima de R$ 5,1769, avanço de 1,43%, às 14h40.
Marcos Bassani, sócio-fundador da Boa Brasil Capital, afirmou que a nova pesquisa aumentou a cobrança por prêmio no mercado. “O que está em jogo não é o nome de quem vai ganhar, é a trajetória da dívida”, disse, em comentário escrito.
Para Bassani, a ausência de um sinal claro de compromisso com as contas públicas mantém a pressão por juros maiores para financiar o país e aumenta a busca por proteção no dólar.
No exterior, a perspectiva de nova alta de juros pelo Federal Reserve também sustentou a moeda norte-americana. O movimento ocorreu em meio aos impactos inflacionários da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
A S&P Global informou que o Índice de Gerentes de Compras dos EUA subiu para 58,4 em setembro, ante 56,0 em agosto. Foi o maior nível desde julho de 2021. Leituras acima de 50 indicam expansão do setor privado.
O índice do dólar, que acompanha a moeda diante de seis divisas, subia 0,54%, a 101,090 às 17h05. O Banco Central vendeu 30.000 contratos de swap cambial para 1º de outubro, em operação de rolagem. Também informou a saída líquida de US$ 7,078 bilhões do Brasil em setembro até o dia 18.







