Osasco, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Osasco 20°C 16° / 25° Mega-Sena 3060: 6 · 15 · 23 · 36 · 37 · 38
A economia que move o interior
Economia

Mombak busca quase R$ 1 bilhão para ampliar restauração na Amazônia

Empresa aprovou R$ 200 milhões com o BNDES e iniciou captação de fundo de US$ 150 milhões para novos projetos florestais.

Mombak busca quase R$ 1 bilhão para ampliar restauração na Amazônia

A Mombak busca levantar quase R$ 1 bilhão para ampliar a recuperação de florestas na Amazônia. A empresa de créditos de carbono para restauração florestal já obteve aprovação de R$ 200 milhões do BNDES e iniciou a captação de seu segundo fundo de investimentos, com meta de US$ 150 milhões, cerca de R$ 750 milhões.

O financiamento do banco foi aprovado pelo Fundo Clima, na linha de Florestas Nativas e Recursos Hídricos. O novo fundo realizou uma primeira captação em setembro, mas o fundador da Mombak, Gabriel Haddad, não informou o valor nem os investidores. De acordo com ele, as intenções de investimento já identificadas superam a meta total.

A operação também foi selecionada pela BNDESPar em uma chamada pública para fundos de mitigação climática e está em avaliação final. Se for aprovada, poderá receber ao menos R$ 250 milhões do braço de participações do BNDES.

Expansão da restauração

No primeiro fundo, a Mombak captou US$ 120 milhões e avançou no reflorestamento de 27 mil hectares. Mantida uma proporção semelhante entre recursos e área restaurada, a empresa estima que os novos recursos possam permitir a recuperação de aproximadamente 42 mil hectares adicionais.

A companhia afirma ter ampliado a produtividade das operações após investir em pesquisa e desenvolvimento sobre gestão de plantio, tipos de solo, espécies e sementes. Os avanços fizeram a Mombak capturar 1,8 vez mais carbono da atmosfera do que o previsto inicialmente. A referência informada para a floresta nativa na Amazônia é de 650 toneladas de carbono por hectare/ano.

Neste ano, a empresa espera gerar 100 mil toneladas de créditos. A produção também recebeu impulso da nova certificadora escolhida, a Isometric. Com o aumento da captura de carbono, o custo médio caiu, e a empresa passou a repassar essa redução aos clientes, segundo Haddad.

A Mombak começou neste ano a entregar créditos com dois anos de antecedência aos compradores que mantêm contratos de longo prazo. A empresa também assinou um novo contrato desse tipo com a Salesforce. Haddad afirmou que a demanda está aquecida: “Está difícil escolher para quem vender”.

Financiamento do setor

Para Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, os contratos de longo prazo ajudam a oferecer segurança aos financiadores e a superar a dificuldade de constituir garantias. “Hoje o gargalo da garantia por fiança bancária está superado”, afirmou.

Atualmente, sete bancos oferecem fiança para financiamentos da atividade junto ao BNDES, e duas novas instituições devem aderir em breve. O banco também abriu a chamada para seu segundo leilão de compra de créditos de carbono, que poderá contratar até R$ 6 bilhões em créditos.

No primeiro leilão, a Petrobras comprou 5 milhões de créditos de carbono. Os contratos resultantes das novas operações poderão servir como garantia firme para financiamentos do setor.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5