Osasco, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Osasco 20°C 16° / 25° Mega-Sena 3060: 6 · 15 · 23 · 36 · 37 · 38
A economia que move o interior
Economia

Flávio evita detalhar contrato com Vorcaro e diz que não cabe a ele divulgá-lo

Na sabatina do Jornal Nacional, candidato afirmou que prestação de contas do filme foi entregue à Polícia Civil de São Paulo.

Flávio não responde sobre contrato com Vorcaro: 'Não cabe a mim'

Na sabatina do Jornal Nacional, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não apresentou detalhes da prestação de contas de “Dark Horse” e afirmou que não era sua responsabilidade divulgar o contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para financiar o filme.

O que aconteceu

Questionado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre quando tornaria público o acordo com Vorcaro, Flávio declarou: “Não firmei contrato com ninguém”. Em seguida, disse que sua participação no filme foi autorizar o uso da própria imagem e buscar investidores, acrescentando que o contrato não dependia dele.

O candidato manteve a versão de que os repasses feitos por Vorcaro foram “patrocínio privado” destinado à produção e que não houve utilização de dinheiro público. Segundo Flávio, o banqueiro participou como “investidor”, sem qualquer contrapartida. Ele afirmou que a operação foi feita de boa-fé e não teve ilegalidade. Vorcaro é investigado em uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil e está preso.

O senador afirmou que o episódio está “mais do que esclarecido”, mas não explicou em detalhes como os recursos foram empregados. Depois que o caso veio a público, Flávio havia prometido divulgar os gastos do filme, o que não ocorreu. Durante a sabatina, afirmou que a prestação de contas foi encaminhada à Polícia Civil de São Paulo. Ele não foi perguntado sobre a suspeita de que parte do dinheiro da produção teria sido usada para manter o irmão Eduardo nos EUA.

Gravações de áudio e mensagens mostram Flávio solicitando dinheiro a Vorcaro. Em uma delas, feita em novembro de 2025, o senador afirma ao banqueiro que as parcelas estavam atrasadas e que atravessava “um momento decisivo do filme”. A conversa, divulgada pelo site Intercept Brasil e confirmada pelo UOL, teria ocorrido um dia antes da prisão de Vorcaro.

O acordo previa o pagamento de R$ 134 milhões. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido pagos de fato. Uma parcela dos recursos teria sido enviada pela Entre Investimentos e Participações, que mantinha parceria com empresas de Vorcaro, ao fundo Havengate Development Fund LP, com sede no Texas (EUA) e controle de aliados de Eduardo Bolsonaro.

No começo, Flávio negou ter solicitado dinheiro a Vorcaro. Depois da divulgação dos áudios, porém, o senador reconheceu que a negociação existiu.

A PF investiga se os valores enviados pelo banqueiro foram realmente destinados ao filme. Uma das linhas de apuração é a possibilidade de que o dinheiro tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, hipótese negada por ele. Flávio não foi questionado a respeito durante o Jornal Nacional.

O senador visitou Vorcaro depois da prisão. Ao responder sobre a visita, afirmou que seu vínculo com o ex-banqueiro se limitava às tratativas relacionadas ao filme e disse que quem deveria prestar esclarecimentos era Lula.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5