ICÓ — A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (3) um homem suspeito de invadir o sistema de atendimento de um órgão público de Alagoas e fazer cobranças indevidas contra servidores e usuários do serviço. O nome dele não foi informado.
A prisão ocorreu em Icó, no interior do Ceará, por força de um mandado expedido pela 17ª Vara Criminal da Capital. A Polícia Civil informou que o investigado será transferido para o sistema prisional de Alagoas. Ele também é apontado como chefe de uma organização criminosa envolvida em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
A apuração começou depois que mecanismos de acompanhamento do órgão identificaram dezenas de atendimentos suspeitos. Nesses contatos, eram solicitados pagamentos. As investigações indicam que o homem usava as credenciais de um servidor afastado das atividades, o que levantou a suspeita de acesso indevido por terceiros.
Como funcionava a fraude
De acordo com a Polícia Civil, o investigado utilizava redes privadas virtuais, conhecidas como VPNs, para dificultar sua identificação e localização. Mesmo assim, os investigadores chegaram a um endereço de IP e cruzaram essa informação com outros dados para localizar o suspeito.
O esquema usava dados de terceiros para entrar em contato com pessoas que buscavam o atendimento oficial do órgão. O homem se apresentava como responsável pelo serviço e alegava haver problemas na emissão de documentos. Com isso, induzia as vítimas a fazer pagamentos em favor do grupo criminoso.
Até o momento, a Polícia Civil identificou dois pagamentos feitos por vítimas. Os valores eram movimentados por contas de terceiros e intermediadoras de pagamento, numa tentativa de dificultar a identificação dos beneficiários.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 8.618,00, valor correspondente às fraudes confirmadas até então. Também autorizou a quebra dos sigilos de dados telemáticos e bancários. As investigações continuam.








