RECIFE — A Operação Pay Back cumpre oito mandados de busca e apreensão, além de ordens para sequestrar bens e bloquear ativos financeiros de uma quadrilha investigada por sonegação fiscal, estelionato, lavagem de capitais e falsidade ideológica. As apurações apontam prejuízo de mais de R$ 59 milhões aos cofres públicos.
A ação ocorre nesta quinta-feira (10) em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Os mandados foram autorizados pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Jaboatão dos Guararapes.
Investigação
As investigações começaram em junho de 2025. Conforme a Polícia Civil, os recursos teriam circulado por uma rede empresarial ligada ao setor de reciclagem de materiais. O caso também envolve suspeitas de sucessões empresariais fraudulentas, ilícitos tributários, irregularidades cadastrais e infrações à legislação tributária estadual.
A corporação informou que o grupo usava pessoas interpostas, sócios do mesmo núcleo familiar e empresas com passivos fiscais para movimentar e ocultar os valores. As transações eram consideradas atípicas, sucessivas e sem justificativa econômica aparente.
Ao mesmo tempo, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco lavrou 17 autos de infração contra seis empresas investigadas. Os nomes das empresas não foram divulgados. Os documentos registram o descumprimento de leis, regras ou regulamentos.
Documentos, armas e dinheiro em espécie, em quantia não informada, foram apreendidos. O material foi encaminhado à sede do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Dracco), no bairro do Barro, na Zona Oeste do Recife.
A operação foi deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), formado pela Secretaria Estadual de Defesa Social, pela Sefaz, pelo Ministério Público de Pernambuco e pela Procuradoria Geral do Estado. A Diretoria de Inteligência da Polícia Civil também participou da ação. Outros detalhes seriam apresentados em coletiva de imprensa no Recife no fim da manhã desta quinta-feira (10).








