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Operação apura desvio de R$ 27 milhões em emendas de Ipojuca

Polícia Civil cumpriu 13 mandados e bloqueou bens e ativos; vereadores Irmão Genival e Gilmar Costa estão entre os investigados.

Operação apura desvio de R$ 27 milhões em emendas de Ipojuca
Foto: Reprodução/TV Globo

Os vereadores Irmão Genival (PSD) e Gilmar Costa (Republicanos), presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, estão entre os novos investigados na Operação Alvitre, da Polícia Civil. A apuração trata de um suposto esquema de desvio de cerca de R$ 27 milhões em emendas parlamentares.

A terceira fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira (3), com 13 mandados de busca e apreensão em Ipojuca, no Cabo de Santo Agostinho e em Paulista. Não houve prisões nesta etapa. A Justiça também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros.

Um dos mandados foi cumprido no gabinete de Gilmar Costa. Conforme a investigação, uma funcionária fantasma, ainda não identificada, teria movimentado R$ 16 milhões a partir do gabinete do vereador.

Associação recebeu recursos de emendas

A Polícia Civil investiga o uso da Associação Cultural Social e Recreativa Mudart, criada como entidade privada sem fins lucrativos e sediada em Ipojuca. Segundo o Ministério da Fazenda, a instituição foi fundada em 2012 e continua em funcionamento.

A associação era presidida pela professora Simone Marques da Silva, de 46 anos. Para a polícia, ela teria sido responsável por desviar R$ 1,2 milhões entre os anos de 2017 e 2024, por meio de uma estrutura que funcionaria como empresa de fachada.

Dois projetos da entidade, chamados Sopro de Esperança e Buscando Talentos, receberam R$ 680 mil em repasses da Câmara de Vereadores de Ipojuca. A investigação aponta que a estrutura da associação era incompatível com os serviços que deveria prestar.

Outra empresa citada é a M. A. DA SILVA FESTAS, que recebeu R$ 480 mil. A Polícia Civil informou que as sedes das duas empresas funcionavam em residências simples.

“Três vereadores encaminharam emendas parlamentares para essa associação”, afirmou o delegado Ney Luiz Rodrigues. Segundo ele, os valores poderiam retornar aos vereadores que destinaram os recursos, e todos os parlamentares que enviaram verbas para a entidade são investigados.

Morte de professora também é investigada

Simone foi assassinada a tiros em outubro de 2025, poucas horas depois de ir à delegacia de Porto de Galinhas para prestar depoimento sobre o caso. Ela não chegou a ser ouvida porque outro procedimento estava sendo realizado no local. O depoimento foi remarcado para o dia seguinte.

De acordo com Ney Luiz Rodrigues, a investigação avançou após o assassinato. A polícia apura que parte dos recursos teria retornado para Simone, dois advogados, uma contadora e uma funcionária fantasma ligada ao gabinete de Gilmar Costa.

O delegado também afirmou que os repasses ocorreram depois de uma reunião entre vereadores investigados e um ex-secretário municipal. O nome do ex-secretário não foi divulgado. A Prefeitura de Ipojuca informou que ele trabalhou na gestão da ex-prefeita Celia Sales (PSD), que esteve à frente do município no período de 2017 a 2024.

A primeira fase da Operação Alvitre ocorreu em outubro de 2025. Na ocasião, a investigação apontou repasses de emendas da Câmara para uma instituição sem capacidade técnica para executar serviços contratados pelo poder público. Três pessoas foram presas e outras quatro fugiram.

Em novembro de 2025, a segunda fase levou à prisão do então presidente da Câmara, Flávio do Cartório (PSD), e do então vice, Professor Eduardo (PSD). Os dois deixaram a mesa diretora. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Pernambuco concedeu prisão domiciliar a Flávio do Cartório. Professor Eduardo foi liberado no mesmo dia da prisão, segundo a Câmara de Ipojuca.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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