IGUATU — Herbert Douglas Oliveira da Silva, de 23 anos, morreu após ser agredido durante uma festa no Parque de Exposições de Iguatu, no Ceará. O caso aconteceu na madrugada deste domingo (6), durante a ExpoIguatu. Três homens foram presos, mas dois tiveram a liberdade provisória concedida em audiência de custódia.
O jovem chegou a ser levado ao Hospital de Iguatu, mas não resistiu. O laudo da Perícia Forense apontou hemorragia encefálica traumática e asfixia mecânica provocadas por politraumatismo decorrente de agressão física contundente. O documento também registrou compressão das vias respiratórias e estrangulamento na região do pescoço.
Vídeos gravados por testemunhas mostram Herbert sendo agredido por participantes da festa e por seguranças. A Justiça decretou a prisão preventiva de Elionay David por homicídio qualificado. A decisão afirma que ele foi identificado nas imagens atuando de forma ativa nas agressões. Segundo o documento, ele usava camisa verde, calça azul e boné branco. A Justiça também considerou antecedentes criminais por tráfico de drogas e associação criminosa.
Francisco Werbson e Eliaquim David foram liberados com medidas cautelares. A decisão informa que, até o momento, as imagens analisadas não indicam participação ativa dos dois no espancamento. Eles não têm antecedentes criminais e estão proibidos de frequentar bares, festas e estabelecimentos similares, de deixar o município por mais de 15 dias sem autorização e de manter contato com testemunhas.
Trajetória e planos
Natural de Rondônia, Herbert havia deixado o Exército Brasileiro há alguns meses, onde ocupou a graduação de sargento. Ele estava provisoriamente na casa da tia, Eliene de Melo Dantas, em Iguatu, e pretendia estudar para o concurso da Polícia Militar do Ceará.
“Se venceu o prazo de trabalhar lá [no Exército, em Rondônia], aí ele veio para cá para poder fazer um concurso pra entrar aqui na polícia”, disse Eliene.
Inicialmente, Herbert tinha ido ao Ceará com o irmão para visitar parentes, mas decidiu permanecer no município. A tia afirmou que ele planejava voltar a Rondônia para vender bens e comprar um terreno no Ceará.
O corpo foi liberado pela Perícia Forense neste domingo (6) e seria levado para Porto Velho (RO), onde a mãe, Josefa Oliveira, aguardava para recebê-lo. “Eu queria Justiça pelo que fizeram ao meu filho”, afirmou.
O Rotary Club de Iguatu, responsável pela organização do evento, lamentou o caso e informou que acompanha as investigações. A Prefeitura de Iguatu também manifestou solidariedade e declarou que a festa foi realizada pelo Rotary por meio das empresas 5 Estrela Promoções, TM Entretenimento e Rafinha Produções, com segurança privada.








