O piloto brasileiro Márcio Uebel Hübner, de 49 anos, morreu sob custódia na Colômbia após desenvolver uma infecção grave. Ele era procurado por suspeita de envolvimento com o tráfico internacional de drogas e foi identificado pelas autoridades como o piloto de uma aeronave que transportava 656 quilos de cocaína.
Hübner foi localizado depois de ser abandonado ferido por comparsas nas proximidades de um rio. Durante a internação, a infecção avançou e provocou necrose em partes das extremidades. O quadro também evoluiu para falência múltipla de órgãos.
A identidade do brasileiro foi confirmada no hospital por meio de uma consulta aos sistemas migratórios. O procedimento mostrou a existência de um alerta internacional ligado à Interpol. Depois da identificação, Hübner permaneceu sob custódia da Polícia Nacional da Colômbia.
O caso foi encaminhado à Direção de Assuntos Internacionais da Procuradoria-Geral da Nação colombiana, responsável pelos procedimentos relacionados ao pedido apresentado pelo Brasil. Médicos avaliavam uma intervenção cirúrgica para conter a infecção, mas o estado de saúde do piloto continuou a piorar.
Hübner morreu em 20 de agosto de 2026, no Hospital Renacer Intercultural, cinco dias depois de ser identificado e colocado sob custódia.
Investigação no Brasil
A origem do processo remonta a julho de 2022, quando autoridades detectaram uma aeronave com cerca de 656 quilos de cocaína destinada ao interior de São Paulo. O avião fez um pouso forçado em Jales, no noroeste do estado, e a carga foi apreendida.
A investigação apontou Hübner como piloto e atribuiu a ele participação na logística e na execução do transporte. O processo incluía acusações de tráfico de drogas e associação criminosa. Os registros do pedido internacional indicavam possibilidade de pena de até 40 anos de prisão.
Em 16 de junho de 2026, o Primeiro Juizado Federal de Jales expediu um mandado de prisão. No dia seguinte, as autoridades brasileiras formalizaram o pedido internacional para localização e prisão provisória com objetivo de extradição.
Durante o período em que esteve foragido, Hübner teria circulado entre Brasil, Venezuela e Colômbia. As investigações também buscavam esclarecer uma possível ligação com estruturas associadas a Iván “Mordisco”, além da relação com uma empresa de aeronaves e dos aviões, matrículas e trajetos usados nas operações.
A morte impediu a conclusão do procedimento de extradição e o comparecimento do piloto à Justiça brasileira. Permaneciam abertas as apurações sobre os voos realizados e a extensão de seus contatos com redes criminosas atuantes na região amazônica.








