O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a acusar o colega André Mendonça de agir politicamente no caso Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Mendes classificou o relator como “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” e defendeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Gonet foi citado em um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado às investigações sobre o banco. O documento registra diálogos em que o advogado Ciro Soares teria repassado ao ex-proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, mensagens atribuídas ao procurador-geral.
O relatório também menciona pedidos de Vorcaro para que autoridades fossem procuradas com o objetivo de interromper uma operação policial contra o banco. Entre os nomes citados estão Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro Alexandre de Moraes também foi mencionado no caso.
Diante das referências a autoridades, o STF realizou uma sessão na terça-feira (15). Na ocasião, Gonet negou ter proximidade com Vorcaro e afirmou que não mantinha amizade com o ex-dono do Banco Master.
Críticas ao relator
Na manifestação publicada nesta quinta-feira (17), Gilmar Mendes afirmou que Gonet tem “reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita”. O ministro disse que a conduta do procurador-geral é reconhecida por pessoas que concordam e que discordam dele, mas foi prejudicada pela divulgação de conversas que, segundo Mendes, não indicavam prática ilícita.
Mendes questionou a decisão de expor Gonet e, ao mesmo tempo, reconhecer que não havia elementos contra ele. Para o ministro, a divulgação teve motivação política e buscou favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
O ministro também criticou um vídeo publicado por Mendonça nas redes sociais, no qual o relator agradecia o apoio recebido após os desdobramentos do caso. Mendes afirmou que a gravação indicaria tentativa de obter vantagem política com o episódio.
Ao concluir a manifestação, Gilmar disse que a atitude não seria compatível com a atuação de um magistrado imparcial e repetiu as expressões usadas para classificar Mendonça.








