A defesa de Alessandro Stefanutto espera que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reavalie a prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), detido há 302 dias. Mendonça é o relator da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de fraudes contra segurados e pensionistas do instituto.
Nesta semana, o ministro determinou a libertação de alguns investigados e alterou medidas cautelares aplicadas a outros. Entre os beneficiados estão Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Camilo Antunes, chamado de Careca do INSS, e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, que ocupou o cargo de procurador-geral do instituto.
Stefanutto é apontado pelos investigadores como um dos responsáveis pelo suposto esquema. Ele nega participação nas irregularidades e continua preso preventivamente há quase um ano. Seus advogados esperam que as decisões recentes de Mendonça levem a uma revisão das medidas impostas ao ex-presidente.
Integrantes da defesa avaliam que o tempo de prisão pode estar relacionado a uma tentativa de pressioná-lo a fechar um acordo de colaboração premiada. Stefanutto afirma que não pretende fazer delação. Ele diz descartar essa possibilidade por ter “caráter” e por não dispor de informações para entregar aos investigadores.








