O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio da Polícia Federal, realizou uma operação contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF). A ação foi autorizada pelo corregedor do CNJ, ministro Benedito Gonçalves.
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete do magistrado e recolheram documentos e computadores. A Polícia Federal também copiou um HD de Newton Ramos para acessar os dados dos equipamentos do local.
As investigações apontam que o escritório de advocacia de Camilla Ramos, esposa do desembargador, firmou contratos de honorários ligados a processos de interesse de empresas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
Mensagens obtidas pela PF mostram que funcionários e interlocutores de Vorcaro usavam a expressão “turma do KN” para se referir a Newton Ramos e Camilla Ramos. Conforme a polícia, as iniciais mencionadas remetem ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os diálogos, segundo a PF, indicam proximidade entre o grupo e o banqueiro. Newton Ramos não foi preso nem afastado do cargo durante a operação.









