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Ureia lidera recuo das compras brasileiras de fertilizantes em 2026

Importações de nitrogenados caíram 20% no ano, e compras de ureia recuaram 23% até agosto, segundo a StoneX.

Ureia lidera recuo das compras brasileiras de fertilizantes em 2026

A ureia concentrou a maior parte das importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados entre janeiro e agosto, mas o volume comprado ficou 23% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Foram 2,8 milhões de toneladas no período, segundo a StoneX.

No conjunto formado por ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio, as aquisições recuaram aproximadamente 20% em 2026 na comparação anual. As importações de nitrato de amônio tiveram queda ainda maior, de 25%. Considerando o nitrogênio contido nesses produtos, o volume trazido pelo Brasil é o menor dos últimos seis anos.

A StoneX avalia que a reposição dos estoques avança lentamente enquanto se aproxima a safrinha. A previsão é que as compras ganhem ritmo durante a segunda metade do ano, quando os compradores começam a buscar cargas para garantir estoques destinados ao plantio de milho.

Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da consultoria, afirmou que os compradores brasileiros seguem cautelosos em um período importante para a aquisição de fertilizantes. “Contudo, chama atenção o fato de que, em 2026, os compradores brasileiros pareçam estar passivos”, disse.

Uma possível ampliação das exportações de ureia pela China nos próximos meses pode favorecer o Brasil. A StoneX, porém, recomenda cautela com a expectativa de redução dos preços. Entre os fatores de incerteza estão o tráfego reduzido pelo Estreito de Ormuz, a alta dos custos do gás natural, usado na fabricação de nitrogenados, e a indefinição sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

Também se aproxima o período de recomposição dos estoques para a próxima safra dos Estados Unidos. Para Pernías, quem adiar demais as compras poderá ter de disputar cargas com compradores do Hemisfério Norte, dependendo das decisões norte-americanas.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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