A soja fechou em queda de 2,68% nesta sexta-feira (11/9) na bolsa de Chicago, com os contratos para novembro negociados a US$ 12,9650 o bushel. O movimento veio após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetar uma produção maior no país.
O órgão estima uma safra americana de 123,42 milhões de toneladas, alta de 0,3% ante a previsão de agosto. Analistas esperavam uma redução para 122,5 milhões de toneladas. A projeção alterou a percepção dos investidores, segundo Ismael Menezes, sócio da MD Commodities.
Desde meados de agosto, a soja vinha sustentada por estimativas iniciais do Pro Farmer para a safra dos Estados Unidos e por relatos de aumento na demanda por biodiesel e derivados da oleaginosa. Para Menezes, porém, a possibilidade de produção maior levou os investidores a rever posições compradas.
“Os fundos de investimento empilharam muitas posições compradas [aposta na alta dos preços], mas agora é preciso repensar essa postura”, disse o analista. Ele afirmou que o início da colheita nos Estados Unidos pode elevar ainda mais a expectativa de produção.
Nas próximas semanas, o mercado deve acompanhar o volume de vendas de soja americana, o plantio na América do Sul e os desdobramentos do encontro entre Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, previsto para o fim deste mês. A queda da oleaginosa também acompanhou o recuo de mais de 3% do óleo de soja em Chicago.
Milho e trigo também recuam
Os contratos de milho para dezembro caíram 0,66%, para US$ 5,3025 o bushel. O USDA reduziu a previsão de colheita americana na safra 2026/27 para 401 milhões de toneladas, 1,33% abaixo da estimativa de agosto.
Apesar do corte, a projeção ficou acima das quase 390 milhões de toneladas calculadas pelo Pro Farmer. Menezes relacionou a baixa à mudança de postura de investidores que estavam excessivamente comprados, com cerca de 430 mil contratos adquiridos.
O trigo para dezembro recuou 2,16%, a US$ 7,2525 o bushel. O USDA apontou estoques elevados, produção maior e redução no comércio global. A produção mundial na safra 2026/27 foi estimada em 822,43 milhões de toneladas, alta de 0,38% sobre agosto, com revisões positivas para Argentina, Austrália e Ucrânia.
A produção americana permaneceu em 41,66 milhões de toneladas. As exportações projetadas da Rússia e da Ucrânia foram reduzidas para 43 milhões de toneladas e 12,5 milhões de toneladas, respectivamente, devido ao baixo volume de embarques em agosto. Os estoques finais globais de trigo foram elevados em 3 milhões de toneladas, para 276,3 milhões na safra 2026/27.








