A soja fechou em alta na bolsa de Chicago nesta terça-feira (15/9), apesar do avanço da colheita nos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em novembro subiram 1,11% e foram negociados a US$ 13,1875 por bushel.
Os produtores americanos iniciaram a colheita da safra 2026/27. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que 6% da área havia sido colhida até o momento, acima dos 5% registrados no mesmo período do ano passado.
A sustentação dos preços veio principalmente da demanda no mercado americano e da valorização do farelo de soja. A Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA (Nopa) informou que o esmagamento alcançou 5,59 milhões de toneladas em agosto. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas, de 5,75 milhões de toneladas, mas superou as 4,97 milhões de toneladas registradas em agosto de 2025.
O farelo avançou mais de 2% em Chicago, impulsionado pelo aumento da procura da indústria de ração animal. Segundo a T&F Consultoria Agroeconômica, a movimentação ocorre em um cenário de queda na oferta de trigo e de expectativa de demanda potencialmente maior da União Europeia.
Mesmo com o ritmo mais acelerado dos trabalhos no campo americano, o mercado teve mais informações favoráveis do que negativas para as cotações da oleaginosa nesta sessão.
Entre os demais grãos, o milho registrou leve alta. Os contratos para dezembro avançaram 0,47%, a US$ 5,3575 por bushel. O trigo também subiu levemente, com alta de 0,90% nos contratos para dezembro, negociados a US$ 7,2850 por bushel.








