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Logística mantém ovos íntegros em viagens de até 17 mil quilômetros

Embalagem, posição na bandeja, higiene e controle do transporte reduzem o risco de trincas nas exportações brasileiras de ovos.

Logística mantém ovos íntegros em viagens de até 17 mil quilômetros

A posição do ovo dentro da embalagem é uma das medidas usadas para preservar a carga durante o transporte. A Granja São José recomenda manter a ponta fina voltada para baixo e a parte arredondada para cima. Segundo a empresa, esse arranjo ajuda a deixar a gema mais centralizada e afastada da câmara de ar.

A orientação é aplicada em uma cadeia que precisa levar ovos brasileiros a destinos distantes. Em agosto, as exportações de ovos, incluindo produtos in natura e processados, somaram 2,3 mil toneladas, alta de 9,1% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 2,1 mil toneladas, conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O Chile liderou as compras no período, com 1,213 mil toneladas. A carga percorre aproximadamente 3 mil quilômetros até o país. O Vietnã ficou na sequência, com 275 toneladas, mas está a aproximadamente 17 mil quilômetros do Brasil.

Da coleta à embalagem

A proteção começa antes do embarque. A coleta pode ser manual ou automatizada, e os equipamentos são regulados para reduzir o impacto sobre as unidades. Os profissionais também recebem treinamento para fazer o manuseio com cuidado, explica Edival Veras, presidente do Instituto Ovos Brasil.

O guia técnico da Embrapa recomenda higienizar as mãos antes e depois da atividade, principalmente quando a coleta é manual. O material também orienta que os ovos sejam recolhidos com frequência e colocados em bandejas plásticas limpas e laváveis. A separação entre unidades limpas e sujas ajuda a evitar o acúmulo de sujeira na casca.

Depois dessa etapa, os ovos são selecionados, classificados e embalados. As unidades trincadas ou inadequadas são retiradas antes de seguir para o transporte. “O cuidado permanece durante toda a operação, desde a saída do galpão e o processamento até o armazenamento, o embarque e a chegada ao ponto de venda”, afirma Veras.

Estrutura para reduzir impactos

A escolha das caixas considera o manuseio, o empilhamento e a necessidade de evitar danos ao longo do percurso. Entre as opções usadas estão as caixas de papelão ondulado, cuja estrutura ajuda a diminuir os impactos. Uma camada interna de reforço amplia o amortecimento das paredes da embalagem.

Além da embalagem, a carga precisa ser acomodada de modo estável. Impactos, vibrações e movimentos bruscos estão entre os riscos monitorados, assim como as condições de conservação durante o trajeto. O tempo de viagem muda conforme a distância e o destino.

No mercado interno, os ovos podem seguir em condições controladas, conforme a operação. Nas exportações, temperatura e conservação devem atender às exigências sanitárias e comerciais do país que receberá a carga. Dependendo do destino, pode ser necessário usar transporte refrigerado.

A resistência natural da casca também contribui para o resultado. Veras explica que o formato curvo do ovo distribui a pressão, especialmente nas extremidades. “Além disso, a resistência da casca, o posicionamento correto dos ovos, o uso de embalagens apropriadas e a estabilidade da carga durante o transporte reduzem significativamente o risco de trincas e quebras”, diz.

A cadeia busca manter as perdas próximas de zero. Para isso, o monitoramento acompanha a seleção, a embalagem, a acomodação e o transporte, com profissionais capacitados em todas as fases da operação.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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