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Fera reúne 14 mil produtores e cobra apoio à agricultura regenerativa

Carta-manifesto pede crédito com prazo de adaptação, assistência técnica, capacitação e acesso a mercados para ampliar práticas regenerativas.

Fera reúne 14 mil produtores e cobra apoio à agricultura regenerativa
Foto: Divulgação

A Frente Empresarial para Regeneração da Agricultura (Fera) lançou uma campanha para ampliar a adoção de práticas regenerativas e afirma reunir uma rede de 14 mil produtores rurais e entidades do setor. Em carta-manifesto, o grupo pede políticas públicas que levem em conta o período de adaptação dos sistemas produtivos.

Entre as medidas defendidas estão crédito facilitado, investimentos, capacitação técnica para formar mão de obra, assistência a agricultores afastados dos grandes centros, acesso a mercados e normas de incentivo. A frente também sustenta que os compradores devem reconhecer os resultados obtidos por quem já trabalha com esse modelo.

Manejo e transição

A carta, intitulada “A nova safra do agro é regenerativa”, afirma que a adaptação e a inovação podem transformar o abastecimento alimentar global. O documento associa a agricultura regenerativa a práticas como cobertura permanente do solo, diversificação de culturas, uso de plantas de cobertura, manejo adequado de insumos e integração entre componentes do sistema produtivo.

Segundo a Fera, essas medidas buscam elevar a matéria orgânica e a vida do solo, reduzir a dependência de insumos externos e ampliar a biodiversidade. A proposta também é recuperar a capacidade produtiva do agroecossistema e fazer do solo um dos principais ativos da fazenda.

A frente afirma que produtores de grãos, gado, agrofloresta e cana-de-açúcar já aplicam diferentes formas de regeneração. Para o grupo, a expansão dessas práticas depende de crédito que reconheça o tempo necessário para a transição, além de apoio técnico e canais de comercialização.

Produtores participantes

Giuliano Beggio, produtor de cana-de-açúcar e cereais em Matão (SP), diz ter promovido mudanças no negócio da família depois de ingressar na Fera. “Assumi como missão mostrar que é plenamente possível unir produtividade excepcional na cana-de-açúcar e nos grãos com práticas regenerativas que restauram solo, água e biodiversidade”, afirmou.

Na Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), a produtora Flávia Garcia Cid também participa da frente. A propriedade cultiva ervas aromáticas e medicinais em cerca de 1 mil hectares, mantém 314 hectares de área preservada, utiliza energia fotovoltaica e aproveita a produção vegetal.

Parte dos resíduos da atividade é destinada à alimentação do gado, enquanto resíduos industriais são encaminhados para um biodigestor. Para Flávia, a união dos produtores pode ampliar os incentivos à regeneração e contribuir para a conservação do planeta e a manutenção da segurança alimentar.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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