As emissões de Cédulas de Produto Rural (CPRs) somaram R$ 32,4 bilhões em julho e agosto, os dois primeiros meses da safra 2026/27, informou o Ministério da Agricultura. No período, foram formalizados 23,4 mil contratos.
O valor ficou abaixo dos R$ 34,5 bilhões registrados em julho e agosto de 2025. A CPR permite que o produtor obtenha recursos com o compromisso de entregar produtos agropecuários no futuro.
Considerando também os desembolsos de bancos e cooperativas por meio de linhas regulares de financiamento e programas do governo federal, médios e grandes produtores acessaram R$ 65,7 bilhões no primeiro bimestre do novo ciclo.
As CPRs não são uma linha tradicional de crédito rural regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Por isso, os dados não são registrados no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.
Fontes de recursos
Os títulos são usados principalmente para o custeio da produção, mas o Ministério da Agricultura informou que os dados divulgados não detalham essa destinação. De acordo com a Pasta, as CPRs são emitidas em favor de instituições financeiras com recursos provenientes do direcionamento do crédito rural.
No bimestre, as CPRs representaram 49,2% das operações contratadas por médios e grandes produtores e superaram os R$ 23 bilhões das operações de custeio convencional.
Entre as fontes controladas, os recursos obrigatórios foram os que mais contribuíram. Eles vêm da parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural e alcançaram R$ 9,9 bilhões para médios e grandes produtores.
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) com equalização somaram R$ 6,7 bilhões. Já entre as fontes não controladas, compostas por recursos captados e aplicados livremente por bancos e cooperativas financeiras, a LCA livre destinou R$ 7,6 bilhões ao crédito rural para médios e grandes agropecuaristas.








