O açúcar fechou estável na bolsa de Nova York, apesar de ter registrado queda superior a 3% nos minutos anteriores ao encerramento. Os contratos com entrega para outubro terminaram a sexta-feira (4/9) cotados a 18,02 centavos de dólar por libra-peso, sem variação em relação ao pregão anterior.
A pressão veio de especulações sobre uma possível redução nas importações da Índia. O governo indiano diminuiu de 400 toneladas para 200 toneladas o limite de estoque permitido a revendedores de açúcar. A regra valerá de 15 de setembro a 20 de novembro e tem o objetivo de conter a especulação e ampliar a oferta no mercado interno.
Com mais açúcar disponível no país, a necessidade de importação pode ser menor. A decisão foi tomada semanas depois de o governo anunciar a autorização para importar até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto, sem cobrança de impostos, até 31 de outubro.
A Barchart afirmou em boletim que “a medida sinaliza ainda mais a pressão sobre o mercado global de açúcar”. A empresa também destacou que a Índia normalmente exporta açúcar e que as últimas importações significativas ocorreram durante a safra de 2017/18.
Apesar da pressão recente, o açúcar ainda pode registrar novas altas diante das expectativas de déficit global na produção da temporada 2026/27.
Outros contratos
O algodão para dezembro recuou 0,14% em Nova York, para 86,33 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado, conhecido pela sigla FCOJ, avançou 0,26% nos contratos para novembro, a US$ 1,5615 por libra-peso. Foi a quarta alta consecutiva do produto, após uma elevação de 4% na véspera.
O cacau para dezembro subiu 0,23%, a US$ 6.188 por tonelada, interrompendo uma sequência de três quedas. As baixas recentes foram associadas a um movimento de realização, enquanto as preocupações com a oferta continuam no mercado, especialmente pelos impactos do El Niño sobre a produção no oeste da África.
O café arábica para dezembro teve alta de 0,08%, a US$ 2,9560 por libra-peso.








