A eleição presidencial de 2026 passou a incluir uma disputa religiosa em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Setores católicos reagiram à circulação de relatos segundo os quais o candidato poderia, se eleito, atender a uma antiga reivindicação de grupos evangélicos para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Vídeos de bispos e arcebispos foram compartilhados nas redes sociais nas últimas semanas. Cartilhas distribuídas em igrejas também orientariam os fiéis a avaliar candidatos comprometidos com a soberania nacional e com a população mais pobre.
Nesse contexto, voltou a circular uma homilia de Dom Orlando Brandes, arcebispo emérito de Aparecida, realizada na Basílica Nacional dedicada à padroeira do Brasil. Durante a celebração, ele defendeu que os eleitores escolhessem seus candidatos conforme a própria consciência e considerando o bem comum.
A manifestação passou a ser associada à mobilização de setores católicos diante da possibilidade de um presidente identificado com o campo evangélico chegar ao Palácio do Planalto.
O tema ganhou novo impulso na quinta-feira (24), após comentário de Maria Cristina Fernandes. “Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar a Nossa Senhora de Aparecida da condição de Padroeira”, afirmou. Na avaliação dela, a reação pode favorecer a candidatura do PT entre os católicos e beneficiar Lula.








