Osasco, Domingo, 27 de setembro de 2026
Osasco 18°C 17° / 28° Mega-Sena 3062: 5 · 9 · 11 · 17 · 18 · 38
A economia que move o interior
Política

Flávio Bolsonaro nega plano de retirar título de Nossa Senhora Aparecida

Candidato do PL atribui a GloboNews a divulgação da acusação e volta a afirmar que respeita todas as religiões.

A nova declaração de Flávio Bolsonaro sobre Nossa Senhora Aparecida
Foto: Leandro Chemalle/Revista Fórum

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, negou novamente que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Durante uma atividade de campanha, ele afirmou que nunca tomou iniciativa nesse sentido e disse respeitar todas as religiões.

O candidato também atribuiu à GloboNews a divulgação da acusação de que estaria articulando a mudança com grupos fundamentalistas. “Jamais teve qualquer iniciativa da minha parte. Eu sempre respeitei todas as religiões”, afirmou.

Flávio Bolsonaro declarou ser cristão e evangélico e disse que o Estado não deve interferir na condução da Igreja Católica. Na mesma fala, questionou a conversão religiosa de Lula durante períodos eleitorais.

Ataques a Dom Orlando Brandes

A discussão voltou ao centro da campanha depois que apoiadores de Flávio Bolsonaro criticaram o arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes. Em celebração no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida no dia 7 de Setembro, o religioso pediu que os católicos votassem em quem defendesse a soberania. A declaração foi interpretada por bolsonaristas como uma sinalização de voto em Lula.

Em homilia no Dia Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, Dom Orlando afirmou que, para ser uma pátria amada, o país não poderia ser uma pátria armada. Também defendeu uma pátria sem ódio, mentira, fake news e corrupção, além de mencionar a importância da vacina e da ciência.

A homilia ocorreu depois de Jair Bolsonaro ser vaiado e chamado de “genocida” ao chegar para participar da cerimônia. O ex-presidente usava máscara de proteção facial, comungou, tirou uma foto com Dom Orlando e deixou o local.

Dois dias depois, o então deputado estadual do PSL Frederico D’Ávila atacou o arcebispo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ele chamou Dom Orlando de “vagabundo, safado” e classificou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como um “câncer” que deveria ser extirpado do Brasil. D’Ávila também elogiou movimentos ultraconservadores católicos, entre eles a Opus Dei e os Arautos do Evangelho.

Reações aos ataques

A CNBB classificou as declarações como um “lamentável espetáculo” e afirmou, em carta, que nunca compactuou com atitudes violentas. A entidade também disse que o discurso era odioso e que a postura precisava ser corrigida judicialmente em defesa da democracia brasileira.

Após a Assembleia Legislativa de São Paulo repudiar as falas, Frederico D’Ávila divulgou uma carta aberta de desculpas. Ele afirmou que seu pronunciamento havia sido inapropriado e exagerado pelo calor do momento, em resposta ao que considerava proselitismo político de líderes religiosos.

Os arquivos da Alesp consultados na sexta-feira (25) apresentavam o vídeo do discurso censurado. As notas taquigráficas também tinham sinais de censura nos trechos referentes aos ataques contra Dom Orlando Brandes.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5