OLINDA — O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, atribuiu o crescimento de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais à ausência de posicionamentos do adversário sobre temas políticos. A declaração foi feita durante um congresso do partido realizado no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções de Pernambuco.
Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2) mostrou Cury, do Avante, com 10% das intenções de voto no cenário estimulado do primeiro turno. O escritor apareceu na terceira colocação, à frente de Renan Santos, que registrou 3%. Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, tiveram 1% cada.
Questionado sobre a estratégia de Cury, Renan afirmou que o adversário teria atraído eleitores despolitizados ao evitar declarações sobre assuntos políticos. Para o candidato do Missão, a necessidade de apresentar propostas e opiniões durante a campanha poderá aumentar a rejeição ao escritor.
“ao se posicionar, ele vai começar a ganhar rejeição”, afirmou Renan, ao dizer que Cury será pressionado a definir suas posições. O candidato também declarou que não seria possível manter uma candidatura sem respostas claras em um país politizado.
Agenda no Nordeste
Renan Santos informou que pretende ampliar a campanha na região nos próximos dias. Depois da passagem por Olinda, ele seguirá para o Ceará no sábado (5) e para o Maranhão no domingo (6). O candidato disse que pretende tratar dos problemas e das soluções do Nordeste durante as visitas a Fortaleza e São Luís do Maranhão.
Empresário paulista e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), criado em 2014, Renan disputa pela primeira vez a Presidência da República. Ele cursou direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu o curso. Segurança pública e combate ao crime organizado são os principais eixos de seu programa de governo.
Durante a agenda em Pernambuco, o candidato declarou apoio a Renan Hallais, nome do Missão para o governo estadual. Também criticou o ex-prefeito do Recife João Campos e afirmou que fará oposição a ele e à família. A governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição pelo PSD, lidera as pesquisas para o governo, enquanto Campos aparece em segundo lugar nas sondagens citadas.
Renan ainda comentou as denúncias envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na chamada “Crise no STF”. Ele classificou as acusações como uma crise institucional e defendeu a responsabilização de integrantes da Corte. Ao mencionar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, citou o escândalo do Banco Master e afirmou que o envolvimento dos ministros seria evidente.
No congresso, ao lado de apoiadores e candidatos do Missão aos cargos de deputado estadual e federal, Renan pediu a continuidade da mobilização durante a campanha. Ele disse que os eleitores não deveriam desistir e afirmou que petistas e bolsonaristas teriam de justificar os acontecimentos das próximas semanas.








