O reajuste de 15% do Bolsa Família abriu uma nova frente de disputa entre aliados de Luiz Inácio Lula da Silva e nomes ligados à oposição. O aumento foi anunciado 17 dias antes do primeiro turno das eleições e passou a ser usado por críticos do governo como argumento de caráter eleitoral.
O governo informou que o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691. O valor médio subirá de R$ 691 para R$ 777. Segundo o Executivo, o impacto previsto é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
Oposição avalia reação judicial
Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, afirmou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para derrubar o reajuste. Ele chamou a medida de “populista e criminoso” e acusou Lula de tentar comprar votos para se reeleger.
O Novo também avalia apresentar um questionamento. O presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, disse que a discussão sobre o reajuste não seria o problema, mas criticou o momento do anúncio. Para ele, a decisão ocorreu às vésperas da eleição e teria caráter eleitoreiro.
Romeu Zema classificou o aumento como uma medida eleitoreira e disse que a decisão demonstraria desespero de Lula. O governador afirmou ainda que o presidente agiu com irresponsabilidade fiscal, embora tenha considerado o Bolsa Família uma política pública importante e defendido mecanismos para levar beneficiários ao mercado de trabalho.
Nas redes sociais, Nikolas Ferreira e Jorge Seif também associaram o anúncio ao calendário eleitoral. Seif afirmou que o governo estaria usando dinheiro público para comprar votos. Renato Bolsonaro questionou o uso do reajuste durante o período de eleição.
Aliados de Lula defendem o programa
Integrantes da base de Lula reagiram às críticas destacando o papel do Bolsa Família nas políticas sociais. Lindbergh Farias afirmou que o anúncio provocou uma “gritaria dos ricos” e disse que os críticos adotam outro tratamento quando o tema envolve benefícios a empresas ou gastos com juros.
Humberto Costa chamou a decisão de histórica e declarou que o programa continua colocando comida na mesa de milhões de brasileiros. Samanda de Lula disse que o aumento representa mais comida e tranquilidade para milhões de famílias.
Jandira Feghali afirmou que o reajuste reforça o Bolsa Família como instrumento de cidadania e compromisso com os mais vulneráveis. André Janones publicou um vídeo para comemorar o novo valor e contestar a interpretação de que o aumento seria temporário por causa da eleição.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o programa ajuda as famílias mais necessitadas. Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia e candidato à reeleição, afirmou que a medida representa mais comida, dignidade e segurança para milhões de famílias.









