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Planos de governo divergem sobre combate ao racismo em Minas Gerais

Programas de Cleitinho, Patrus, Kalil e Mateus Simões apresentam abordagens diferentes enquanto registros de crimes raciais avançam no estado.

Planos de governo divergem sobre combate ao racismo em Minas Gerais

Os planos de governo dos quatro candidatos mais bem posicionados na pesquisa mais recente para o governo de Minas Gerais apresentam propostas diferentes para lidar com o racismo. Patrus Ananias prevê um plano estadual de igualdade racial; Alexandre Kalil propõe acompanhar desigualdades com dados de raça e cor; Cleitinho Azevedo inclui um programa de letramento racial; e Mateus Simões não tem menções específicas ao tema nas informações analisadas.

A comparação envolve os nomes de Cleitinho Azevedo (Republicanos), Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD). Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira (21) mostra Cleitinho na liderança do primeiro turno, com 35% das intenções de voto. Patrus aparece com 19%, enquanto Kalil e Simões têm 10% cada. No segundo turno, Cleitinho e Patrus estão empatados.

Propostas dos candidatos

O programa de Patrus adota raça e gênero como duas lentes transversais do planejamento público. A principal medida é a criação do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial, com metas de combate ao racismo e de valorização da história, da memória e da cultura afro-brasileira e indígena.

Na segurança pública, o documento prevê uma política estadual de enfrentamento do genocídio da juventude negra e de outras formas de violência. Também há propostas para reduzir desigualdades salariais e de acesso ao trabalho, além de financiamento diferenciado no SUS para territórios vulneráveis da população negra e comunidades quilombolas. A dimensão religiosa aparece no capítulo sobre direitos humanos, cidadania e igualdade.

O plano de Kalil trata da questão racial em áreas como desenvolvimento social, saúde, educação e cultura. O documento propõe incluir dados de raça e cor na avaliação das políticas públicas para acompanhar os impactos sobre a população negra.

Na saúde, prevê considerar desigualdades raciais no planejamento estadual, incluindo saúde materna, doenças crônicas e mortalidade evitável. Educação, trabalho e cultura também são contemplados, com medidas contra preconceito e bullying, apoio à permanência escolar e ações voltadas às barreiras enfrentadas por pessoas negras no empreendedorismo, na ciência e no mercado de trabalho. O programa ainda cita manifestações afro-mineiras e quilombolas, congados, reinados e folias.

Cleitinho apresenta, no eixo social, o programa Letramento Racial e Enfrentamento às Discriminações, associado à criação do Observatório Mineiro da Igualdade. O plano menciona a dimensão religiosa em propostas de roteiros de turismo religioso integrados ao patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais, mas não traz uma seção específica sobre liberdade religiosa ou intolerância religiosa.

Nas informações analisadas, o programa de Mateus Simões concentra diretrizes em reequilíbrio fiscal, desenvolvimento social e econômico, infraestrutura e segurança. Não foram encontradas menções diretas a raça, racismo, população negra, liberdade religiosa ou intolerância religiosa.

Registros em alta

Os dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram aumento dos registros consumados de racismo e injúria racial em Minas Gerais e em Belo Horizonte nos sete primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

No estado, foram 194 casos de racismo consumado de janeiro a julho de 2026, contra 139 no mesmo período de 2025, alta de aproximadamente 40%. Em Belo Horizonte, os registros passaram de 39 para 63, crescimento de aproximadamente 62%. No ano passado, Minas Gerais teve 276 ocorrências e a capital, 83.

A injúria racial consumada somou 1.296 registros em Minas Gerais nos sete primeiros meses de 2026, ante 1.198 no mesmo intervalo de 2025, avanço de aproximadamente 8%. Em Belo Horizonte, foram 254 casos contra 211, alta de cerca de 20%. Em 2025, o estado registrou 2.117 ocorrências e a capital fechou o ano com 385.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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