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Coletivo judaico gaúcho defende pluralidade política e apoia candidaturas

Manifesto organizado pelo Estamos Aqui relaciona democracia, combate à discriminação e apoio a chapas no Rio Grande do Sul e à Presidência.

Coletivo judaico gaúcho defende pluralidade política e apoia candidaturas

A identidade judaica não representa uma posição política única, afirma um manifesto organizado pelo coletivo Estamos Aqui. O documento contesta a associação automática entre judeus e correntes conservadoras ou de extrema direita e declara apoio a candidaturas no Rio Grande do Sul e à Presidência da República.

A carta apoia Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) na disputa pelo governo gaúcho, além de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) para a Presidência.

O coletivo afirma que as comunidades judaicas são politicamente diversas. Renato Levin Borges, integrante do Estamos Aqui, disse que a iniciativa foi criada para tornar essa pluralidade mais visível. “Não podemos ser atrelados à extrema direita e ao bolsonarismo somente por sermos judeus, somos um grupo diverso”, afirmou.

Tradição e direitos

O manifesto recorre a conceitos judaicos ligados à transformação social e ao respeito à dignidade humana. Tikkun Olam aparece associado à reparação ou à mudança do mundo, enquanto Kevod HaBriot é relacionado à dignidade de todas as criaturas.

O texto também cita Karl Marx, Rosa Luxemburgo, Emma Goldman, Walter Benjamin, o rabino Abraham Joshua Heschel e Vladimir Herzog como referências ligadas a lutas por justiça e igualdade.

A carta menciona o avanço do antissemitismo e de outras formas de preconceito. Para os signatários, enfrentar a discriminação contra judeus deve ocorrer junto com o combate ao racismo, à islamofobia, à LGBTQIAfobia e a outras intolerâncias. O documento ainda defende direitos dos povos originários, quilombolas e das religiões de matriz africana.

Democracia e novas adesões

Ao tratar do princípio de “Nunca mais”, o coletivo sustenta que ele não deve ficar restrito à história do povo judeu. A defesa da democracia, segundo o manifesto, precisa incluir o direito à vida, à liberdade e à autodeterminação de todos os povos, diante de perseguições e da transformação de minorias em bodes expiatórios.

O abaixo-assinado está disponível na Change.org e continua aberto a adesões. A mobilização também é apresentada como parte de iniciativas semelhantes, como a do coletivo Judias e Judeus pela Democracia, que publicou apoio à chapa Lula-Alckmin. Nos Estados Unidos, a Jews United for Democracy and Justice atua em defesa das instituições, dos direitos civis e das minorias a partir de perspectivas judaicas.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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