Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que, se eleito presidente da República, indicará quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato também disse que escolheria ministros com mais de 60 anos e adotaria quarentena para impedir que ex-integrantes da Corte advoguem, emitam pareceres ou disputem cargos eletivos após deixar o tribunal.
A declaração ocorreu neste sábado, 19, durante entrevista ao SBT, na qual Caiado voltou a criticar o STF. Ele afirmou que a Corte não deveria ocupar o centro do debate eleitoral e defendeu que o próximo presidente não esteja envolvido na divisão política associada ao tribunal.
Críticas a Lula, Flávio e Vorcaro
O ex-governador de Goiás disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontados por ele como líderes nas pesquisas, não teriam autoridade moral para ocupar a Presidência. Na avaliação de Caiado, o banqueiro Daniel Vorcaro teria financiado os dois lados da polarização entre os políticos.
“O Vorcaro comprou as duas”, afirmou o candidato, ao comentar a relação que atribuiu ao banqueiro com Lula, Flávio Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A declaração foi feita ao responder sobre a disputa política e a atuação da Corte.
Caiado disse ainda que a divisão do STF exigiria um presidente que não estivesse ligado a nenhum dos lados. Ele também afirmou que o tribunal deveria manter o decoro e a liturgia esperados do cargo de ministro.
Critério para novas indicações
Questionado sobre a ausência de propostas específicas para o STF em seu plano de governo, Caiado citou Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República indicada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), como referência para o perfil que buscaria.
O candidato mencionou o parecer contrário de Dodge no inquérito das fake news. Segundo Caiado, o STF desconsiderou o documento e manteve a investigação, que ele classificou como instrumento de poder, agressão e ameaça contra pessoas no Brasil.








