RECIFE — Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, afirmou nesta sexta-feira (25) que as pesquisas eleitorais não representam o apoio que diz identificar durante a campanha. Em agenda em Boa Viagem, o candidato declarou que os eleitores podem ser surpreendidos em 4 de outubro.
“Na verdade, onde eu tenho ido, a aceitabilidade é tão grande que eu acho que essas pesquisas são enviesadas”, disse Cury, ao comentar a recepção que tem recebido por onde passa.
A declaração ocorreu um dia depois da divulgação de uma pesquisa Datafolha. O levantamento aponta Cury com 5% das intenções de voto no primeiro turno. Lula aparece com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36%. Ronaldo Caiado tem 4%, Renan Santos, 3%, e Romeu Zema e Samara Martins registram 1% cada.
Eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 5%. Outros 2% estão indecisos. O levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.
Em uma simulação de segundo turno entre Cury e Lula, o presidente aparece com 46%, enquanto o candidato do Avante tem 43%. Brancos e nulos somam 9%, e 1% dos entrevistados está indeciso. Na rodada anterior, os percentuais eram de 44% para Lula e 43% para Cury.
Apoio em Pernambuco
Cury também foi questionado sobre a disputa pelo governo de Pernambuco. Ele afirmou que ainda não tratou do assunto com Raquel Lyra (PSD) nem com João Campos (PSB) e disse que, por enquanto, sua orientação é manter neutralidade.
“Não conversei com eles sobre esse tema e a minha vida está extremamente corrida”, afirmou. O candidato acrescentou que não teve contato próximo com os dois e, por isso, não indicaria apoio neste momento.
Na pesquisa Datafolha, Raquel Lyra aparece com 48% no primeiro turno, contra 44% de João Campos. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, o levantamento coloca os dois em empate técnico.
A agenda de Cury em Pernambuco ocorreu no mesmo dia de um ato de campanha de Lula no Recife, com João Campos e aliados da Frente Popular.









