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Política

Ato de Flávio Bolsonaro em Sergipe evidencia divisão no PL

Evento em Aracaju reuniu aliados, mas deixou de fora nomes da chapa local e expôs disputa por recursos eleitorais.

Flávio Bolsonaro tenta reeditar motociatas do pai, mas expõe rachas do bolsonarismo em Sergipe

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, participou neste domingo 27 de um ato de campanha em Aracaju que expôs divergências entre integrantes do partido em Sergipe. O evento incluiu uma motociata, formato associado à campanha de Jair Bolsonaro, e teve a presença do casal Rodrigo e Moana Valadares, candidatos ao Senado e à Câmara, respectivamente.

Ricardo Marques, vice-prefeito de Aracaju e candidato do PL ao governo sergipano, e Coronel Rocha, também candidato ao Senado, estavam no local, mas permaneceram inicialmente afastados dos demais integrantes da sigla. Os dois também não participaram da recepção a Flávio no aeroporto.

Rodrigo Valadares convidou os dissidentes a subir ao trio elétrico em nome da unidade da direita no estado. Rocha, que é coronel reformado da Polícia Militar, conseguiu participar do ato após pressionar a organização. Durante o discurso de Valadares, porém, ficou de costas para o dirigente.

Ao comentar a situação, Rocha afirmou: “Virei de costas, sim, porque ele não merece a minha presença, muito menos a minha atenção”. A disputa envolve também a distribuição do fundo eleitoral. Segundo as informações entregues à Justiça Eleitoral, o casal Valadares recebeu 6 milhões de reais da direção nacional do PL. O candidato ao governo ficou com 300 mil reais, enquanto Rocha recebeu 250 mil reais.

Flávio declarou apoio apenas a Rodrigo Valadares. A candidatura de Ricardo Marques não aparece no site oficial da campanha do presidenciável. Coube a Alfredo Gaspar, candidato a vice, tentar reduzir a tensão. Marques e Rocha não acompanharam Flávio no carro aberto usado durante a motociata.

Declarações sobre apostas on-line

No discurso, Flávio voltou a associar Lula à criação dos cassinos on-line e disse que o petista acionou a Justiça para retirar do ar uma peça de campanha. “Ele liberou o tigrinho, o cassino online”, afirmou.

A origem das apostas on-line, entretanto, remonta à legalização aprovada em 2018, durante o governo Michel Temer. A regulamentação foi estabelecida por uma lei editada por Lula em 2023, que também incluiu os jogos on-line nas regras de exploração e tributação do setor.

Flávio deixou o local sem falar com a imprensa. Durante uma tentativa de abordagem sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, seguranças impediram o contato e empurraram a equipe.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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