A estrutura de controle da JBS prevê dois tipos de ações: os papéis classe A, negociados na bolsa de Nova York e que dão lastro aos Brazilian Depositary Receipts (BDRs), e os papéis classe B, detidos exclusivamente pela J&F. Cada ação classe B tem poder de voto equivalente ao de 10 ações classe A.
Esse modelo será mantido com o fechamento do capital da companhia no Brasil, aprovado pelos acionistas em assembleia geral extraordinária. A JBS informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que permanecerá listada na categoria B, enquanto suas ações ficarão negociadas apenas no mercado americano.
Na B3, a empresa deixará de negociar os BDRs. Esses recibos representam as ações da JBS negociadas na bolsa de Nova York. A companhia poderá continuar emitindo títulos de dívida no mercado brasileiro, como debêntures, mas esses papéis não poderão ser direcionados a investidores em geral. A emissão ficará restrita a investidores profissionais.
Análise do pedido
O cancelamento do registro ainda depende da avaliação da CVM. Em comunicado, a JBS afirmou que “a efetivação do cancelamento de registro está sujeita à conclusão satisfatória da análise do pedido pela CVM”. A empresa acrescentou que o procedimento seguirá os termos e prazos da Resolução CVM 80.
A decisão ocorre quase 20 anos depois da abertura de capital da JBS na bolsa brasileira e pouco mais de um ano após a transferência da listagem de suas ações para a bolsa de Nova York.
Mudança no comando
O processo também acontece durante a transição no comando da companhia. Em janeiro de 2027, Wesley Batista Filho deverá assumir a presidência executiva, substituindo Gilberto Tomazoni.
A J&F, holding dos irmãos Batista e controladora de Âmbar Energia, Eldorado e Flora, informou que apresentou pedido de registro de companhia aberta no Brasil, na categoria B. A medida permitirá à holding emitir títulos de dívida no país, o que ainda não ocorre. A mudança foi apresentada como parte da transformação da J&F de uma holding de participações para uma companhia operacional.








