Augusto Cury (Avante) alcançou entre 7% e 11% das intenções de voto para presidente nos levantamentos divulgados na última semana. As pesquisas de Nexus/BTG Pactual, AtlasIntel, Real Time Big Data, Quaest, PoderData, Futura Inteligência e Datafolha indicam que o escritor deixou o grupo que registrava no máximo 4% e passou a atingir dois dígitos em parte das sondagens.
O melhor resultado foi de 11%, na pesquisa Nexus/BTG Pactual. Real Time Big Data, Quaest e PoderData apontaram 10% cada. A Futura Inteligência registrou 9,9%, enquanto AtlasIntel e Datafolha indicaram 7,8% e 7%, respectivamente. Antes do avanço, Cury não passava de 2% nos levantamentos citados.
Disputa pelo segundo turno
Apesar da alta, os números ainda não colocam Cury em posição de ameaçar os planos de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) de avançarem à segunda etapa. Lula lidera o primeiro turno, e Flávio abre vantagem de 19 a 25,9 pontos percentuais sobre o candidato do Avante, dependendo da pesquisa.
A Quaest foi a única a testar Cury em um confronto direto com Lula. Nesse cenário, o petista aparece com 40%, contra 34% do escritor.
Conhecimento e decisão de voto
Cury é autor de livros publicados em mais de 70 países. Estimativas do setor editorial indicam vendas entre 35 e 40 milhões de exemplares, incluindo O vendedor de sonhos, adaptado para o cinema.
A exposição no debate da Band, a entrevista no Jornal Nacional e o crescimento nas redes sociais ampliaram o conhecimento sobre o candidato. No Instagram, ele passou de 10 milhões de seguidores em menos de duas semanas.
Na pesquisa Quaest, a parcela dos eleitores que conheciam Cury e declaravam voto nele subiu de 10% em agosto para 21% no início de setembro. Entre os que afirmaram intenção de votar no escritor, 52% disseram que a escolha era definitiva. Em julho, nenhum entrevistado havia declarado voto totalmente decidido no candidato.
Origem dos votos
O crescimento de Cury ocorreu com a redução ou oscilação negativa de outros candidatos, principalmente Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Na comparação entre os levantamentos da Quaest de 14 de agosto e 2 de setembro, Cury avançou 8 pontos percentuais. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Zema recuaram 1 ponto cada, enquanto Caiado caiu 3 pontos.
Entre os eleitores independentes, 24% declararam voto em Cury na pesquisa Quaest deste mês. O candidato registrou 6% tanto na chamada esquerda não lulista quanto na direita não bolsonarista.
Pesquisas
O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas de 1º a 3 de setembro de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A Futura Inteligência ouviu 2.000 pessoas de 27 de agosto a 1º de setembro de 2026, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
O PoderData entrevistou 3.000 pessoas de 30 de agosto a 2 de setembro de 2026. A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 30 de agosto a 1º de setembro de 2026. Ambos os levantamentos têm nível de confiança de 95%; as margens de erro são de 2 pontos percentuais.
A Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas de 27 a 31 de agosto de 2026. A AtlasIntel entrevistou 5.014 pessoas de 25 a 30 de agosto de 2026, com margem de erro de 1 ponto percentual. O Nexus ouviu 2.005 pessoas de 28 a 30 de agosto de 2026. Todas as pesquisas foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme a metodologia informada pelos institutos.








