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Operação sobre transporte amplia pressão política sobre Ricardo Nunes

Milton Leite foi alvo de prisão temporária em investigação sobre suspeitas de infiltração do PCC no transporte público de São Paulo.

Operação sobre transporte amplia pressão política sobre Ricardo Nunes

O ex-vereador Milton Leite foi alvo de um mandado de prisão temporária em uma operação que investiga suspeitas de infiltração do PCC no sistema público de transporte da capital paulista. A polícia ainda não havia localizado Leite, que exerceu sete mandatos na Câmara e presidiu a Casa seis vezes.

A investigação apontou o ex-vereador como “dono oculto e de fato” da empresa de ônibus Transwolff, acusada de lavar dinheiro para o PCC. A companhia continua operando, segundo as informações da operação. O desembargador Sérgio Antônio Ribas afirmou que Milton Leite da Silva é citado nas apurações como responsável direto pela operação de algumas empresas controladas pela facção.

Relações com a prefeitura

Milton Leite presidia o União Brasil em São Paulo quando o partido apoiou a eleição de Ricardo Nunes em 2024. A operação Fim da Linha, em abril de 2024, já havia apontado relações entre Leite e a Transwolff. Depois da operação, Nunes cancelou o contrato com a empresa e a substituiu por outras duas. Uma delas também está entre as 12 das 22 empresas de ônibus que prestam serviço à prefeitura e que, segundo o Ministério Público, são acusadas de integrar a rede do PCC.

Nunes afirmou que não sabia das irregularidades e que não tem envolvimento com o caso. Mesmo assim, manteve a relação política com Leite. Em fevereiro de 2025, nomeou Alexandre Leite, filho do ex-vereador, secretário de Relações Institucionais da prefeitura. Alexandre deixou o cargo este ano para concorrer a deputado federal.

O governador Tarcísio de Freitas também participou de um evento de lançamento da campanha de Alexandre Leite e Milton Leite Filho na Zona Sul de São Paulo. Na ocasião, agradeceu à família Leite e afirmou: “Assim que nós chegamos em São Paulo, nós fomos abraçados por eles, uma parceria enorme”.

O Ministério Público sustenta, com base em depoimentos de policiais militares, que a escolta da cúpula da Transwolff era feita pela Polícia Militar, sob responsabilidade do governador. A operação também levou a mandados contra Danilo Morgado, candidato a deputado pelo PL acusado de ter a campanha financiada pelo PCC, e Levi Oliveira, ex-presidente da SPTrans.

Outros casos citados

Ricardo Nunes também é alvo de uma representação apresentada ao Ministério Público Eleitoral por duas candidatas a deputada do PSOL. Elas o acusam de usar a estrutura da prefeitura em um ato de campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo.

Outro contrato investigado envolve o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. Firmado em junho de 2024, o acordo previa o pagamento de 108 milhões de reais para instalar Wi-Fi grátis em 5.000 pontos da periferia de São Paulo em dois anos. Até maio deste ano, 3.200 pontos haviam sido entregues, por 113,9 milhões de reais.

Também foi citado que Nunes e sua família moraram durante quatro meses em um imóvel de Fernando Marsiarelli, empresário com mais de 600 milhões de reais em contratos sem licitação de obras com a prefeitura. O prefeito disse que alugou o imóvel sem saber quem era o proprietário.

Nunes, Tarcísio e Flávio Bolsonaro são apresentados no texto como aliados políticos. Flávio é investigado pela Polícia Federal desde julho por possível prática de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros crimes. As informações sobre os casos estão sob investigação de órgãos públicos e foram objeto de acusações e representações mencionadas no texto.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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