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Morte de oficial da Marinha no HU-USP é investigada como suspeita

Beatriz Fickert Santoro foi levada sem vida ao hospital, e a retirada do corpo do alojamento antes da perícia é apurada.

Morte de oficial da Marinha no HU-USP é investigada como suspeita

A morte da segundo-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, é investigada como suspeita após a oficial ser levada sem vida ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP). Uma médica da unidade se recusou a emitir a declaração de óbito porque constatou que Beatriz já havia chegado morta ao hospital.

O caso ocorreu na noite de quinta-feira (24), no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, localizado dentro da Cidade Universitária, no Butantã, Zona Oeste da capital paulista. Beatriz foi encontrada desfalecida em um alojamento da instalação militar. A Marinha informou que uma equipe médica foi imediatamente ao local e a encaminhou ao Hospital Universitário, situado a poucos metros do centro tecnológico.

O registro policial, porém, indica que a Polícia Militar foi acionada depois da recusa da médica. Policiais que atenderam a ocorrência relataram que a oficial poderia estar morta havia algum tempo quando chegou ao hospital.

Perícia e investigação

A retirada do corpo do alojamento antes da análise pericial chamou a atenção dos investigadores. A possibilidade de alteração da cena está sendo apurada e pode configurar fraude processual caso seja comprovado que o local foi modificado antes dos procedimentos técnicos necessários.

O Hospital Universitário afirmou que a conduta adotada seguiu as regras do Conselho Federal de Medicina. “a equipe médica hospitalar não tem competência legal para a emissão da declaração de óbito nos casos em que o falecimento ocorre em ambiente extra-hospitalar”, declarou a instituição, citando a Resolução CFM nº 1779/2005. O hospital acrescentou que o corpo deve ser encaminhado ao órgão oficial competente.

A ocorrência foi registrada no 7º Distrito Policial, na Lapa, como morte suspeita. Como o fato ocorreu em uma instalação militar federal, a investigação deverá envolver a Polícia Federal, a Marinha e as autoridades periciais competentes.

Beatriz atuava como engenheira mecânica no centro de pesquisas da Marinha dentro da USP. Ela morava na região do Alto Tietê, na Grande São Paulo, e havia se casado em março deste ano.

A Marinha informou que as causas e as circunstâncias da morte continuam sob investigação. A instituição também afirmou que presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e apresentou condolências a parentes e amigos.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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