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Júri em Goiás analisa morte de advogado em abordagem policial de 2012

Davi Sebba morreu após ser baleado no estacionamento de um hipermercado; três policiais militares respondem a acusações no caso.

Júri em Goiás analisa morte de advogado em abordagem policial de 2012

O Tribunal do Júri de Goiás analisa nesta quinta-feira, 1° de outubro, a morte do advogado Davi Sebba, baleado no estacionamento de um hipermercado em Goiânia. O caso ocorreu em 5 de julho de 2012, quando Sebba saiu de casa para comprar itens para o nascimento do filho, Gabriel Davi.

O disparo atingiu o coração de Sebba entre 19h10 e 19h11. Mais de catorze anos depois, os policiais militares Jhonatas Atenevir Jordão, Edinailton Pereira de Souza e Luiz Frederico Oliveira respondem por homicídio qualificado, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada, disparo de arma de fogo e usurpação de função pública.

Versões sobre a abordagem

Segundo a versão dos policiais, houve um confronto depois que Sebba reagiu à aproximação e arrancou com o carro. Os disparos teriam atingido principalmente as rodas traseiras. O veículo continuou em movimento e bateu em uma barraca de coco. Depois, um segurança retirou Sebba do automóvel, onde foi encontrado um revólver no banco do passageiro.

O relatório da investigação, assinado pelo delegado Murilo Polati, chegou a conclusão diferente. O documento afirma que Sebba foi executado e não teve possibilidade de reação durante a abordagem. Também registra que a arma teria sido colocada no carro pelos policiais e que a cena do crime foi alterada.

A perícia não encontrou droga no carro nem na residência de Sebba, que era monitorado pela Polícia Federal em uma investigação sobre tráfico de entorpecentes. Também não foram identificadas pólvora nas mãos da vítima ou impressões papilares adequadas para comparação com a arma.

O relatório aponta ainda que Jordão e Edinailton conversaram dez vezes por telefone quando já estavam no hipermercado. Para Polati, os registros indicavam que os dois aguardavam a chegada de Sebba em pontos diferentes do estacionamento.

Relação com outros crimes

Horas antes da morte do advogado, o radialista Valério Luiz foi assassinado ao sair da emissora em que trabalhava. Edinailton esteve na cena do crime. Segundo Valério Luiz Filho, filho do radialista, o policial procurou câmeras próximas para retirar possíveis imagens.

Os dois casos integraram um relatório elaborado pelo deputado estadual Mauro Rubem e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos. O documento embasou um pedido de federalização de 30 crimes atribuídos a policiais militares de Goiás, incluindo tortura, homicídios e desaparecimentos forçados.

A investigação também envolveu o grupo de inteligência CME-2, ligado ao Comando de Missões Especiais da Polícia Militar de Goiás. Entre os integrantes estavam Edinailton, Ademá Figueredo e Djalma Gomes da Silva. Figueredo foi condenado a 16 anos de reclusão pelo assassinato de Valério Luiz, enquanto Djalma foi absolvido.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos manifestou repúdio ao caso. No relatório, Polati questionou a atuação de policiais militares em investigações de crimes comuns, função atribuída às polícias judiciárias.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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