A cadeia da cachaça reunia 1.538 estabelecimentos elaboradores registrados no Brasil em 2025, distribuídos por 844 municípios, segundo o Anuário da Cachaça 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No mesmo ano, havia 8.379 cachaças registradas no país.
Minas Gerais concentrava 564 estabelecimentos, seguida por São Paulo, com 230, e pelo Rio Grande do Sul, com 106. Na quantidade de produtos registrados, os mineiros também lideravam, com 2.922, enquanto São Paulo tinha 1.185.
Produção e alcance comercial
A distribuição da bebida permanece ligada aos locais onde ela é produzida. Conforme o Anuário da Cachaça 2025, 35,9% do volume declarado foi comercializado em um raio de até 100 quilômetros da unidade produtora. Outros 9,3% tiveram alcance regional, entre 100 e 500 quilômetros.
Do volume total, 32,2% foi classificado como de comercialização nacional. Uma parcela de 22,1% chegou aos mercados nacional e internacional.
Minas Gerais respondia por 36,7% dos estabelecimentos elaboradores registrados no país em 2025. A variedade da produção também aparece nos produtos catalogados: o Estado reunia 2.922 das 8.379 cachaças registradas naquele ano.
A bebida é feita a partir da cana-de-açúcar, mas suas características podem mudar conforme o processo de fabricação, o armazenamento e o território. A madeira usada no armazenamento ou no envelhecimento influencia a cor, os aromas e os sabores. Entre as opções estão o carvalho e espécies brasileiras como amburana, bálsamo e jequitibá.
Território e legislação
A relação entre origem e características da bebida é reconhecida por meio das Indicações Geográficas (IGs). Em julho de 2026, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) registrou como Indicação de Procedência a cachaça de alambique produzida no Circuito das Águas Paulista. A área inclui Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.
Também têm IG para a bebida as regiões de Paraty (RJ), Salinas (MG) e Luiz Alves (SC). Além disso, o próprio termo cachaça é uma Indicação Geográfica brasileira. O INPI informa que essa proteção existe desde o Decreto nº 4.062, de 2001, que definiu cachaça, Brasil e cachaça do Brasil como indicações geográficas.
Cachaça e aguardente de cana também têm diferenças previstas na legislação. A cachaça deve ser produzida a partir do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar e atender a uma graduação alcoólica determinada. A denominação é exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil dentro dos parâmetros estabelecidos.
Volume e exportações
O Brasil declarou a produção de 234,4 milhões de litros de cachaça em 2025, conforme o Anuário da Cachaça 2026. No comércio exterior, foram exportados 7,95 milhões de litros para 76 destinos, com receitas de US$ 17,07 milhões, segundo o Mapa.
A cachaça tem o Dia Nacional celebrado em 13 de setembro. A data destaca uma cadeia que combina produção regional, diferentes formas de envelhecimento, regras próprias de identificação e distribuição para os mercados interno e externo.








