O status sanitário brasileiro é considerado estável, mas o sistema de defesa agropecuária precisa manter vigilância permanente diante de possíveis pragas e doenças. A avaliação foi feita nesta terça-feira (8/9) por Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.
Entre as ameaças acompanhadas de perto está a influenza aviária. O Brasil registrou um foco em granja comercial até hoje, mas continua diante do desafio de proteger a produção e as exportações de carne de aves. O país é o segundo maior produtor e o principal exportador mundial do produto, conforme informado pelo secretário.
Goulart afirmou que o Brasil trabalha com outros países para obter o reconhecimento da regionalização e avalia a possibilidade de vacinação, sem interromper o fluxo comercial internacional de carne. “O sistema de defesa precisa estar alerta, pois o imponderável pode acontecer”, disse.
Atualmente, há quatro emergências sanitárias em vigor: monilíase do cacaueiro, mosca-da-carambola, influenza aviária e vassoura-de-bruxa da mandioca. Esta última ocorre no Amapá.
O secretário também declarou que as ameaças monitoradas incluem ocorrências regionais em países vizinhos e riscos de entrada por meio de materiais vindos do exterior. A estrutura federal e estadual mantém vigilância ativa e passiva para identificar eventuais problemas.
Novas ocorrências registradas
Nesta terça-feira, o Ministério da Agricultura incluiu Santa Catarina na relação de Estados com ocorrência de Amaranthus palmeri, praga quarentenária conhecida como caruru gigante. A planta daninha, comum em lavouras de grãos como a soja, foi identificada em áreas catarinenses pela primeira vez no início deste ano.
O Rio Grande do Sul também passou a integrar a lista de Estados com registro de Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus. As duas bactérias causam o greening, principal doença da cultura de citros.








