As sobretaxas de combustível cobradas no transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos chegaram a 48 centavos de dólar por milha por vagão. O valor representa alta de 153% em relação à média ponderada do ano anterior e elevou os custos logísticos da cadeia agrícola americana.
As ferrovias usam essa cobrança para recuperar parte do gasto com combustível. A sobretaxa é adicionada às tarifas de frete de longa distância, que levam a produção até processadoras, terminais de exportação e instalações de criação de gado.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que a cobrança passou a responder por 11% do custo total do transporte ferroviário de milho e soja. No ano anterior, essa participação era de 5%. A alta ocorre no início das colheitas de milho e soja, quando aumenta a necessidade de deslocamento da produção.
Pressão sobre produtores e ferrovias
A elevação dos preços do petróleo bruto e dos produtos refinados, associada à guerra entre Estados Unidos e Irã, aumentou o peso das sobretaxas de diesel no transporte de grãos. O movimento ocorre ao mesmo tempo em que cresce a demanda por transporte.
Produtores de milho, soja e trigo que não têm acesso a hidrovias interiores dependem das ferrovias para levar as colheitas por longas distâncias. Essa dependência inclui o transporte até unidades de processamento, estruturas de exportação e locais de criação de gado.
No segundo trimestre, as ferrovias arrecadaram US$ 2,93 bilhões com sobretaxas de combustível, de acordo com o Surface Transportation Board (STB). O montante cobriu cerca de 90% dos custos do diesel, segundo o órgão.








