O casal de executivos Fábio Dias e Paula Pedrão decidiu ampliar a produção no Sítio da Pedra, em Caldas, e começou neste ano a plantar uvas para elaborar um espumante. A expectativa é produzir cerca de 1 mil garrafas em dois anos, com colheita prevista para o verão.
A nova atividade ainda será testada, mas os produtores estão confiantes após o desempenho da primeira safra de azeite. O Azeite da Pedra recebeu premiação no TerraOlivo International Olive Oil Competition Awards 2026, realizado em agosto no Chipre.
Da tentativa com uvas às oliveiras
O casal comprou o sítio em 2021, com dez alqueires, para usar como refúgio da família e manter uma atividade produtiva após a aposentadoria. A primeira ideia era plantar uvas para vinhos de inverno, mas o projeto foi abandonado depois que eles souberam que a altitude de 1.300 metros deixava a propriedade sujeita a geadas.
Com orientação da Epamig, Fábio e Paula decidiram investir em oliveiras. “A gente não sabia nada de plantação”, afirma Fábio, zootecnista que trabalha há mais de 30 anos com pecuária de corte na JBS.
Foram plantadas 2.200 oliveiras das variedades arbequina, grappolo e koroneiki. A previsão inicial era colher a primeira safra em 2027, mas os frutos apareceram antes. Em março, as azeitonas foram colhidas em oito dias e enviadas no mesmo dia para processamento em um lagar da região.
A produção resultou em 800 garrafas de 250 ml, rotuladas e numeradas manualmente. As unidades foram vendidas em dez dias. Uma amostra analisada por uma azeitóloga foi classificada como extravirgem, com acidez de 0,12% e sem defeitos.
Plano de expansão
O azeite ficou entre os dez melhores do mundo na competição e foi escolhido como o melhor brasileiro entre os 80 inscritos. Paula afirma que o reconhecimento levou o casal a enviar garrafas para concursos de avaliação.
Fábio estima que, quando o pomar atingir 30% de seu potencial, o negócio chegará ao break even. A primeira safra correspondeu a 10% a 12% do potencial. O valor investido não foi divulgado, mas ele o classificou como “considerável”. No futuro, o casal pretende instalar um lagar próprio.
A propriedade também tem um pomar com 100 araucárias, que deve produzir pinhão em 20 anos e madeira em 30 anos. O filho Pedro Dias, fundador e CEO da Mevo, é um dos principais incentivadores do projeto familiar.








